domingo, 15 de julho de 2012

Dia Internacional do Homem

Da Wikipédia


O Dia Internacional do Homem é um evento internacional celebrado em 19 de Novembro de cada ano. As comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago, apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia. No Brasil o Dia do Homem também é comemorado em 15 de Julho.
A diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO, Ingeborg Breines, disse que a criação da data é "uma excelente idéia para equilibrar os gêneros". Os objetivos principais do Dia Internacional do Homem é melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade entre gêneros e destacar papéis positivos de homens. É uma ocasião em que homens se reúnem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, na famílias e no casamento, e na criação dos filhos.
A data é celebrada em Trinidad e Tobago, Jamaica, Austrália, Índia, Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia, Brasil, Moldávia, Haiti, São Cristóvão e Nevis, Portugal, Singapura, Malta, África do Sul, Gana, Botswana, Angola, Zimbabwe, Croácia, Uganda , Chile, Hungria, Irlanda, Peru, Canadá, China, Vietnã, Paquistão, Dinamarca, Suécia, Noruega, Guiana, Holanda, Bélgica, Geórgia, Argentina, México, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha, França e Reino Unido.



Objetivos

De acordo com os criadores do Dia Internacional do Homem (19 de Novembro), os homens devem denunciar a discriminação que sofrem em áreas como educação, saúde, família, direito, mídia, entre outras, projetando uma imagem positiva de si mesmos na sociedade e destacando suas contribuições. O Dia Internacional do Homem é celebrado com seminários públicos, atividades escolares, programas de rádio e televisão, passeatas e marchas pacíficas, debates e mostras de arte. Os pioneiros da data querem destacar as experiências masculinas na sociedade. Cada ano a celebração foca um tema diferente como, por exemplo, Ano da Saúde Masculina (2002) e Ano do Perdão e da Cura (2007).
  • Promover modelos masculinos positivos, não apenas de estrelas do cinema ou esportes, mas de homens do dia-a-dia cujas vidas são decentes e honestas;
  • Comemorar as contribuições masculinas positivas para a sociedade, comunidade, família, casamento, guarda de crianças e meio-ambiente;
  • Concentrar sobre a saúde do homem e seu bem estar: social, emocional, físico e espiritual;
  • Destacar a discriminação profissional contra os homens nas áreas de serviços sociais, nas atitudes e expectativas sociais e no direito;
  • Melhorar as relações de gênero e promover a igualdade de gênero;
  • Criar um mundo melhor, onde as pessoas possam se sentir seguras e crescer para alcançar seu pleno potencial.
A data para celebrar o Dia Internacional do Homem foi dia 19 de Novembro e foi escolhida no dia 19 de Novembro de 1999, em Trinidad, Tobago.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Juliana Cavalcante é a Miss Maranhão 2012


Juliana Cavalcante, 21 anos.

Por Daniel Matos 

  
A estudante universitária Juliana Cavalcante, 21 anos, foi eleita ontem Miss Maranhão 2012, em concurso realizado no Teatro Arthur Azevedo. Juliana foi a preferida dos jurados entre as 22 candidatas que concorriam ao título.

A nova Miss Maranhão, que tem 1,76m de altura e 58 kg, cursa Direito no Ceuma.

Juliana Cavalcante será a representante do Maranhãoi na 58ª edição do concurso Miss Brasil, marcada para 29 de setembro, em São Paulo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ESPORTE: Palmeiras é bi da Copa do Brasil



por Alexandre Lozett

Betinho, emocionado, comemora o gol do título do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Quando surgiu o Alviverde Imponente no gramado do Couto Pereira, onde a luta o aguardava, ele sabia bem o que vinha pela frente. Um Coritiba inflamado, empolgado, confiante, regido por fanáticos que se orgulham em chamar de “inferno verde” o ambiente criado para receber os rivais. Mas hoje o céu também é verde, no tom que estampa os corações de uma torcida que canta e vibra. O Palmeiras soube mostrar que, de fato, é campeão. É campeão de novo. É campeão da Copa do Brasil!
O empate por 1 a 1 com o Coritiba, com gol de Betinho, que provocou piadinhas e críticas até mesmo dentro do clube quando foi contratado, consagrou um time que teve de tudo, menos a famosa "sorte de campeão". Teve o artilheiro Barcos fora das finais por crise de apendicite, o criativo Valdivia expulso no primeiro jogo, o bravo Henrique febril no segundo e ainda perdeu, no primeiro tempo do Couto Pereira, Thiago Heleno por lesão.

Mas o Palmeiras teve raça, disposição, jogadores empenhados em colocar novamente nos rostos de seus torcedores o orgulho na hora de encarar os rivais nas ruas depois de quatro anos sem títulos, desde o Campeonato Paulista de 2008. Fatores capazes de superar as limitações de um time que não vai se eternizar na galeria dos grandes esquadrões, mas estará, para sempre, na lista de campeões no Palestra. Lista que volta a destacar o bicampeão Luiz Felipe Scolari. Era ele o técnico no primeiro título da Copa do Brasil, em 1998. É ele o técnico no segundo. Mais velho, mais ranzinza, menos tolerante até mesmo com seus patrões, mas ainda um vencedor. E foi o quarto título do treinador na competição - além do Verdão, levantou a taça com Criciúma (1991) e Grêmio (1994). O Verdão também se torna o time com o maior número de títulos nacionais, com dez (duas Copas do Brasil e oito brasileiros, contando com os torneios unificados pela CBF).

O Coritiba perdeu a sua segunda final consecutiva (em 2011 foi derrotado pelo Vasco), mas se estabeleceu como um grande, uma equipe que se impõe diante de sua torcida e passa a ser mais respeitada em qualquer competição. Resta saber se a diretoria terá a paciência e a disposição para manter o trabalho, assim como no ano passado. 
Ao time paranaense restam o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. O Palmeiras também tem as duas competições pela frente, mas com o alívio de estar garantido na Taça Libertadores de 2012. Algo muito, muito importante, principalmente porque o outro brasileiro que já carimbou vaga é o Corinthians, arquirrival e atual campeão. Título e classificação que podem fazer a equipe navegar em mares calmos, algo raro ultimamente.


Rafinha contra a 'rapa'

Parecia uma regra da final: o Coritiba só podia jogar por onde estava Rafinha. E o arisco camisa 7 começou pelo lado direito, onde logo conseguiu que seu marcador, Juninho, levasse cartão amarelo. Mas ser dependente de Rafinha não é bom sinal. Isso ficou evidente quando ele se jogou na entrada da área e também foi advertido pelo árbitro Sandro Meira Ricci, e quando justamente em seu lado o Palmeiras começou a dominar a partida.
Juninho e Mazinho foram grandes, apesar dos nomes. Tabelaram, triangularam quando Henrique ou Betinho se aproximaram, e criaram chances que fizeram time e torcida do Coxa baixarem a bola. Um silêncio quase sepulcral quando Betinho, livre, finalizou para fora após cruzamento de Marcos Assunção. Sempre os cruzamentos do capitão... Eles voltariam no segundo tempo.
Rafinha mudou de lado, foi para onde o campo estava em piores condições. E parecia que o Verdão do Paraná só chegaria com perigo se o Verdão de São Paulo errasse. Foi o que Thiago Heleno fez. Bobeou feio à frente de Everton Costa, atacante perigoso, "chato" para os zagueiros, mas sem faro de artilheiro. Ele rolou para Rafinha, que deu o maior susto em Bruno. O chute de pé esquerdo passou muito perto.


Betinho: o herói da vez

Marcelo Oliveira voltou do intervalo com Ayrton, um lateral mais ofensivo, no lugar de Jonas. Pediu que sua equipe jogasse mais bola. Atitude o Coritiba até teve. Povoou o campo de ataque, explorou os avanços de Rafinha pela direita e fez a bola chegar mais à grande área do Palmeiras. Mas faltava qualidade técnica, que o técnico tentou ganhar com a entrada de Lincoln no lugar do volante Sergio Manoel.
Ayrton e Lincoln. E Marcelo, que havia errado nas substituições nos últimos jogos, mostrou o resultado de conhecer bem seu grupo. O meia sofreu falta, e o lateral bateu com perfeição, rente à trave. Gritou, mostrou o símbolo aos torcedores, quase arrancou a camisa. E deu o recado para os palmeirenses: "Ainda tem jogo!".

Tem mesmo? Falta para o Palmeiras na entrada da área logo depois. Muita reclamação do Coritiba. Dá para entender... Passou um filme na cabeça de milhares de pessoas na arquibancada. Quantos gols esse time de camisa verde já fez dessa forma? Um filme de terror para os anfitriões, uma deliciosa comédia para os visitantes. Um filme cujo protagonista é Marcos Assunção, e o coadjuvante se reveza. No mais importante de todos os gols de bola parada da segunda era Felipão, foi Betinho quem tirou o grito preso há tanto tempo na garganta, no peito e no coração dos palmeirenses.

O Coritiba, por obrigação, colocou mais um atacante e passou a tentar e correr mais. Mas no fundo, todos sabiam que quem sofreu tanto para fazer um golzinho não conseguiria fazer três em pouco mais de 25 minutos. Ainda mais na "defesa que ninguém passa". O relógio passou a ser o principal personagem da atração que teve início na vitória por 2 a 0 na Arena Barueri. Os últimos minutos já se transformaram no início da festa. Luan, que disputou machucado o fim da partida, e Felipão tiveram seus nomes gritados. O que não faz um título...

Em meio aos torcedores, o suspenso Valdivia, o operado Barcos e o santo aposentado Marcos pareciam cidadãos normais, como esses palmeirenses que vão sair de casa nesta quinta-feira sem medo de cruzar com um amigo torcedor de outro time. Sem terem que mudar de assunto quando começarem a falar de futebol. E com um sorriso largo, do tamanho da futura Arena Palestra. Sorriso de campeão.
Coxa pressionou, mas não conseguiu passar pelo Palmeiras  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Everton Costa, do Coritiba, com Maurício Ramos, do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)




Menino sequestrado está de volta a Imperatriz

Do Imirante.com
Pedro Paulo chegou à cidade de Imperatriz acompanhado do pai em um helicóptero do GTA.
Foto: João Rodrigues/Imirante.

IMPERATRIZ – No fim da manhã desta quarta-feira (11), o garoto Pedro Paulo, que havia sido sequestrado havia duas semanas e libertado na noite de ontem na cidade de Pameirante, a 32 km de Araguaína (TO), chegou à cidade de Imperatriz acompanhado do pai em um helicóptero do Grupo Tático Aéreo.
Logo após desembarcar no aeroporto de Imperatriz, Pedro Paulo se reencontrou com a mãe Elisângela Mellado, que saiu do local carregando o menino nos braços bastante emocionada.
Em entrevista a jornalistas, ainda no aeroporto de Imperatiz, Jurandir Mellado, pai do menino Pedro Paulo, garantiu que o garoto "está bem, tanto físico quanto mentalmente".
Relembre o caso
O menino Pedro Paulo, de cinco anos, foi levado de casa por dois bandidos no último dia 27 de junho, em Imperatriz. Filho de um casal de comerciantes, o menino foi levado junto com a babá em uma caminhonete preta.
No meio do caminho, os sequestradores trocaram de veículo e deixaram o carro da família e a babá, indo em direção ao estado do Tocantins, onde Pedro Paulo seria encontrado 13 dias depois.
No fim de junho, a polícia divulgou os retratos falados dos suspeitos e o Disque-Denúncia divulgou cartazes com uma foto da criança desaparecida, ganhando grande apelo nas redes sociais e repercussão nacional.
IMPERATRIZ – No fim da manhã desta quarta-feira (11), o garoto Pedro Paulo, que havia sido sequestrado havia duas semanas e libertado na noite de ontem na cidade de Pameirante, a 32 km de Araguaína (TO), chegou à cidade de Imperatriz acompanhado do pai em um helicóptero do Grupo Tático Aéreo.  Logo após desembarcar no aeroporto de Imperatriz, Pedro Paulo se reencontrou com a mãe Elisângela Mellado, que saiu do local carregando o menino nos braços bastante emocionada.  Em entrevista a jornalistas, ainda no aeroporto de Imperatiz, Jurandir Mellado, pai do menino Pedro Paulo, garantiu que o garoto "está bem, tanto físico quanto mentalmente".  Relembre o caso  O menino Pedro Paulo, de cinco anos, foi levado de casa por dois bandidos no último dia 27 de junho, em Imperatriz. Filho de um casal de comerciantes, o menino foi levado junto com a babá em uma caminhonete preta.  No meio do caminho, os sequestradores trocaram de veículo e deixaram o carro da família e a babá, indo em direção ao estado do Tocantins, onde Pedro Paulo seria encontrado 13 dias depois.  No fim de junho, a polícia divulgou os retratos falados dos suspeitos e o Disque-Denúncia divulgou cartazes com uma foto da criança desaparecida, ganhando grande apelo nas redes sociais e repercussão nacional.




segunda-feira, 9 de julho de 2012

MPF/MA move ação civil pública contra ex-prefeito e gestores de Chapadinha por improbidade administrativa

Os gestores desviaram recursos federais, causando um dano de R$ 1.232.437,95 aos cofres públicos

 Magno Augusto Bacelar NunesLevi Pontes de Aguiar











O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Chapadinha e atual Deputado Estadual do Maranhão, Magno Augusto Bacelar Nunes, o secretário Municipal de Saúde e Saneamento de Chapadinha, Levi Pontes de Aguiar, o e os ex-presidentes da Comissão de Licitação de Chapadinha, Jorge Carvalho Miranda e Magnólia Caldas Veras, por irregularidades na aplicação de recursos repassados pelos Ministérios da Saúde e da educação.

 
A fiscalização realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) constatou a aplicação de forma indevida dos recursos federais, como autorização de pagamento de despesas não vinculadas à execução de ações e serviços de atenção básica à saúde, pagamento de obras inacabadas em escolas e dispensa indevida de licitações.

 
O ex-prefeito e o secretário de Saúde do município usaram os recursos advindos do Ministério da Saúde para o pagamento de impostos e de contas de energia elétrica de unidades não pertencentes à rede de atenção básica. O dinheiro deveria ter sido aplicado na execução de ações e serviços de atenção básica à saúde do município.

 
Em 2004, o Ministério da Educação repassou à prefeitura recursos para serem utilizados em ações dos programas Brasil Escolarizado, Toda Criança na Escola e Fundef, como construção de escolas e compras de merenda e material escolar. Foram constatadas irregularidades em vários processos licitatórios para aplicação destes recursos, assim como pagamentos indevidos de obras e reformas inacabas em escolas.

 
Na ação, O MPF/MA requer a condenação de Magno Augusto Bacelar Nunes, Levi Pontes de Aguiar, Jorge Carvalho Miranda e Magnólia Caldas Veras, nas penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/82), e a devolução de R$ 1.232.437,95 ao erário.





Assessoria de Comunicação



Procuradoria da República no Maranhão

A Dama de Ferro do Boi de Nina Rodrigues: Concita Braga


Concita Braga dona do Boi de Nina Rodrigues




Consita Braga toda de dourado, no Arraial da Faculdade do Baixo Parnaíba-FAP 2012
“Sou muito rigorosa, não tenho meio-termo"


Yane Botelho

Da equipe de O Estado / 2010.   Fotos: Kim Pereira /2012

Vaidosa e perfeccionista, a presidente e ama do Boi de Nina Rodrigues, Concita Braga, destaca-se como uma das figuras mais polêmicas e requisitadas do cenário cultural; fundadora do boi, que completa 20 anos este ano, não esconde ser exigente e desbocada.

Ela é tida como “perua” entre os folcloristas maranhenses. Durante as apresentações do grupo de Bumba-meu-boi de Nina Rodrigues, do qual é presidente e fundadora, veste-se de rosa, tal a personagem de desenho animado Penélope Charmosa, como ela mesma define. Também é bastante rigorosa, do tipo que não tem papas na língua – não à toa que as índias escolhidas por ela são as mais belas do São João. Amada e odiada por toda essa exigência, Concita Braga tornou-se uma das personalidades mais polêmicas do bumba-meu-boi.

Nordeste Brasileiro um dos grandes sucessos do Boi de Nina Rodrigues

O escritor Carlos Heitor Cony dedicou uma crônica, “O chá das peruas”, a essas mulheres corajosas, que não estão nem aí para o que os outros pensam. Para o autor, o que distingue uma perua “do resto dos mortais é a maneira de se vestir, calçar e usar adereços e penteados”. Essas definições aplicam-se muito bem ao caso de Concita Braga.

Quando criança, aos 5 anos, Concita rodopiava ao som da vitrola, no meio da sala, com os pezinhos calçados em um salto alto da mãe. “Sempre dancei na ponta do pé, por isso, as índias do meu boi só dançam assim”, explica. Até quando está em casa, não abre mão de usar um salto alto básico – o mais baixo que tem mede nove centímetros. Mesmo quando está dormindo, mantém um par de sapatos ao lado da cama, caso alguma visita resolva aparecer repentinamente.

Fãs, amigos e família já se acostumaram. Sabem que a mulher gosta de chamar atenção. Perua assumidíssima, ela conta que o fato de atrair olhares sempre acontece. “Eu gosto e sempre chamo a atenção, mas não saio de casa com esta idéia fixa. Adoro quando entro em algum lugar e me olham. Acho estranho quando não me olham”, confessa. Apesar disso, Concita não crê que é preciso gastar muito dinheiro para ser perua. Para ela, roupa de grife não é essencial. “O que vale é estar bem apresentada, com um jeito jovem”, acredita.

RigorAcostumada a receber críticas pelo modo como cuida de seu grupo de bumba-meu-boi, Concita Braga só rebate uma das acusações feita por seus hostis: “Não faço as candidatas a índias desfilarem de biquíni. Quando percebo que alguma delas tem uma gordurinha fora do lugar, peço a ela que ponha uma roupa de índia para eu ver como fica”, defende-se. Assume, porém, que em seu boi só entra se não tiver barriga. E tem de ter coxa grossa. Ela também prefere as meninas mais altas. É raro as baixinhas agradarem à ama. Se alguma índia estiver “gordinha”, ganha uma matrícula na academia. E se tirar nota baixa na escola ou na faculdade, fica de sobreaviso para expulsão do grupo.
ÍNDIA GUERREIRA EM 06/07/2012 NO ARRAIAL DA FAP

ÍNDIAS GUERREIRAS EM 06/07/2012 NO ARRAIAL DA FAP
A maioria das índias do Boi de Nina Rodrigues faz faculdade. Tem dançarina que faz Direito e outras até Medicina. Na ficha de inscrição para ser aceita no grupo, a primeira pergunta que consta é se a menina estuda. “Ela tem de colocar o horário de estudo. A partir daí, definimos o melhor horário e dia de ensaio. Por isso, não aceito nota baixa”, conta.

Nas viagens para apresentação do grupo, toma conta de todos. As índias, por serem mulheres, explica ela, são as mais protegidas. Elas sempre ficam hospedadas nos dormitórios localizados ao lado do quarto de Concita e, na hora de dormir, são trancadas pelo lado de fora. A chave do quarto fica com a ama, que só as libera pela manhã. “É para evitar que as meninas fujam para ir a festas. Muitas das garotas têm menos de 18 anos e os pais entregam-nas aos meus cuidados porque confiam em mim”, explica o zelo.

Namoradeira – Concita diz que tanto cuidado e preocupação com as índias deriva de experiência própria. Na adolescência, quando morava em Nina Rodrigues, para onde se mudou aos 2 anos de idade, costumava sair de casa escondida sem autorização dos pais, em plena madrugada, para ir a festas. “Eu pulava a janela do quarto”, afirma.

Atualmente viúva - mas ela prefere definir-se solteira -, Concita Braga conheceu seu marido, Antônio de Camargo, em um forró que ela costumava organizar no Monte Castelo, no período em que lá morava quando veio para São Luís estudar. “Ele era de São Paulo e disse para um amigo em comum que estava interessado na dona da festa. Quando o olhei, fiquei apaixonada por causa de seus olhos verdes”, diz. Os dois casaram-se quando ela tinha 25 anos, oito meses depois de terem se conhecido. Depois, foram embora para São Paulo.

 O primeiro contato de Concita Braga com o bumba-meu-boi foi em Nina Rodrigues. Aos 11 anos, andando pela rua, observou os senhores dançando com um boi feito de cofo de palha. Ela se encantou com o canto que era acompanhado apenas de chocalhos feitos de cabaça.

Mas foi somente em 1990 que ela teve a oportunidade de fundar seu próprio grupo de bumba-meu-boi. Na época, sua mãe tornou-se prefeita de Nina Rodrigues e ela foi convocada para ser a secretária de Cultura da cidade. Um de seus principais projetos foi criar o Bumba-meu-boi de Nina Rodrigues. “Sempre fomos um grupo grande. Eram 100 pessoas. Atualmente somos 150”, diz.

Política – Concita Braga não nega que o Bumba-meu-boi de Nina Rodrigues esteja atrelado à vida política de sua família. “Não era de meu desejo, mas é praticamente impossível evitar que isso ocorra”, afirma. Para exemplificar, cita um episódio ocorrido em 1993, quando sua mãe lançou-se candidata à reeleição para concorrer à prefeitura do município. Segundo ela, o grupo opositor mandou roubar as indumentárias das índias e jogar no rio. “Foi uma tristeza enorme. Os pescadores nos ajudaram a resgatar as vestimentas do fundo do rio. Toda a cidade ficou comovida, pois todos eram muito envolvidos com o boi. Até as crianças empenharam-se em reconstruir as roupas das índias”, relata.

Outro caso, ela cita, aconteceu no ano passado, quando, segundo ela, o grupo de bumba-meu-boi foi impedido de dançar em Nina Rodrigues porque a administração vigente na cidade também é contrária ao grupo comandado pela família de Concita Braga.

Neste ano, o grupo completa 20 anos. Para comemorar a data, um CD com 15 faixas resgatando as melhores toadas do Bumba-meu-boi de Nina Rodrigues será lançado no próximo domingo, no dia do batizado do boi. A festa acontecerá na sede do grupo, no Monte Castelo, em São Luís. O CD produzido por Joelson Braga e por Concita tem a participação de Thaís Moreno. A capa do disco é feita em vinil, de onde deverá ser destacado o CD.


Bumba-meu-boi, família e trabalho

Na vida de Concita Braga, bumba-meu-boi, família e trabalho, tudo é uma coisa só. Sua casa vive cheia de gente: dançarinos, músicos, empregados, costureiros. Bastante receptiva, adora uma festa, apesar de gostar muito mais de estar em seu lar.

A relação com as duas filhas, Mayana Rafaella Braga, 21 anos, e Thyciana Braga, 22 anos, ela diz ser excelente. “Sempre me apóiam em tudo. Aprovam qualquer coisa que eu faça”, afirma. Do marido, falecido há quatro anos, é de quem sente mais saudades. “Mas não foi porque ele morreu que eu deixei de namorar”, brinca.

Aos fins de semana costuma aprontar churrasco e convidar os amigos para tomar cerveja. Mas para ela festa não tem hora. “Mesmo em dias de semana, se alguém trouxer uma carne e montar a churrasqueira, a gente faz o churrasco”, afirma.

Concita Braga quase se formou em Letras, mas abandonou a faculdade para dedicar-se aos trabalhos do grupo de bumba-meu-boi. Ela chegou a trabalhar como professora por alguns anos, também é funcionária pública, mas está para se aposentar, por isso, sobra-lhe mais tempo para cuidar da coreografia, das indumentárias, da escolha dos dançarinos e dos ensaios.

Desbocada – Ela é do tipo perfeccionista. Incomoda-lhe qualquer sinal de imperfeição. Durante a entrevista, uma de suas índias pergunta-lhe se ficou correto o bordado da indumentária. Ela lhe responde negativamente, manda desmanchar tudo e fazer de novo. A garota fica aflita e sai. “Só explico uma vez. Se não fizer exatamente como eu quero, leva bronca”, diz.

Mesmo sem conhecer notas musicais, é ela quem compõe a maioria das toadas do grupo. Já são mais de 300 músicas. “Quando uma toada vem à cabeça, me tranco no banheiro com o gravador. Só saio de lá depois que está quase pronta. O maestro cuida do resto, mas o arranjo tem de ter minha aprovação”, diz.

A atenção meticulosa aos detalhes reflete-se em sua casa. O jardim é bem cuidado. Os móveis são bem dispostos e os cômodos impecavelmente limpos. Ela também é bastante vaidosa. Cuidados com o visual requerem, evidentemente, idas freqüentes ao salão de beleza e à academia. Diariamente também participa de sessões de massagem. Porém, ressalva: “nunca fiz escova nem chapinha”, garante Concita, que é adepta dos cachos.

O cabelo é pintado em um tom amarronzado e recebe banhos de cremes semanais. Há vários anos ela mantém os fios compridos e o mesmo penteado que se resume a um pequeno broche brilhante segurando alguns poucos fios no alto da cabeça. “É um penteado jovem, de mocinha”, acredita. Ela toma mais de quatro complexos vitamínicos por dia, entre eles, cápsulas de colágeno.

Para o futuro, esperar poder ser prefeita de Nina Rodrigues. “Meu maior desejo é ajudar os habitantes da cidade onde eu cresci. Para o meu coração, continua sendo o lugar mais lindo do mundo. Quero que um dia todos possam reconhecer o potencial cultural da cidade”, revela.








domingo, 8 de julho de 2012

Juca de Oliveira entra na trama como Santiago, antigo affair de Lucinda


Juca de Oliveira aposta na repercussão do personagem  (Foto: Divulgaçao / TV Globo)O passado de Lucinda (Vera Holtz) é um dos maiores enigmas de Avenida Brasil. Agora, um homem promete relembrar fatos da misteriosa história da mãezona do lixão: Santiago, um antigo affair de Lucinda. E quem dará vida ao personagem será Juca de Oliveira.


Animado com a participação, Juca aposta na repercussão do personagem na trama: “A novela vive dos grandes conflitos e mistérios. Acho que o personagem pode trazer alguns segredos de Lucinda à tona”.
O ator também não esconde a felicidade em contracenar com Vera Holtz e é só elogios à colega de elenco. Quanto à trama, Juca revela-se fã: “Assisto Avenida Brasil como todo brasileiro. A novela é um triunfo nacional, um sucesso escandaloso. Nada melhor para um ator do que entrar em uma novela nessas condições”.

Está curioso para saber no que vai dar a entrada de Santiago? Fique ligado em Avenida Brasil!