Tudo começou quando ele chegou por trás dela, tapou seus olhos e disse: — Adivinha quem é?
E ela:
— George Clooney.
Pra quê. Inauguraram-se três linhas de raciocínio. Uma: ela realmente pensara que o George Clooney entrara na sua cozinha, pé ante pé, tapara os seus olhos com suas mãos e dissera “Adivinha quem é?”, ainda por cima em português.
— Por que não? — disse ela. E arrematou: — Tudo é possível.
— Faça-me o favor — disse ele. — O que o George Clooney estaria fazendo, já não digo na nossa cozinha, mas no Brasil, sem ninguém saber? Hein?
— Veio lançar um filme.
— Muito bem. Veio lançar um filme, se perdeu na cidade, entrou no nosso prédio, entrou no nosso apartamento, viu a porta da nossa cozinha aberta e você aqui, de bermudas, cortando cenoura, e decidiu entrar?
— Tudo é possível.
— E o português? Como é que ele sabe português?
— Como é que você sabe que ele não sabe português?
— Como é que ele passou pelo porteiro sem ser anunciado? Como é que tinha a chave do apartamento? Ora, faça-me o favor!
Segunda linha de raciocínio: fora uma brincadeira. Claro que ela sabia que não era o George Clooney, era o marido. Dissera “George Clooney” para fazer ele rir. Não esperava que ele não fosse gostar da brincadeira. O George Clooney na minha cozinha? Eu nestes trajes? Cortando cenoura? Claro que era impossível. Brincadeira.
— Não foi brincadeira.
— Foi, bem.
— Não foi. Do jeito que você disse “George Clooney”, não foi.
— Foi o quê?
(Chegamos ao terceiro raciocínio.)
— O tom em que você disse “George Clooney”. Quase um lamento. O que você realmente estava dizendo era “que remédio, só pode ser o chato do meu marido. Não pode ser outro homem, outra vida, outro futuro, longe desta cozinha, longe de tudo que é pequeno e mesquinho e previsível e...”
— Bem, vai pra sala ver seu “Jornal Nacional”, vai.
— A cenoura é pra quê?
— Refogado com vagem. Como sempre.
Luís Fernando Verissimo
domingo, 27 de maio de 2012
O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS - A pura realidade
O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.
D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo.
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.
D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo.
sábado, 26 de maio de 2012
O Curso de Letras da FAP esta mais uma vez de LUTO:Dheyanne Ricelly Souza Pavão
Do Blog de Foguinho -Chapadinha-MA
Dheyanne Ricelly Souza Pavão, 21 anos, morreu em um acidente na BR 22 próximo ao Posto Vemasa, na tarde deste sábado (26) por volta das 16h.
Um caminhão carregado de tijolos bateu na jovem que conduzia uma Biz de cor preta; a jovem morreu na hora. A vitimada era acadêmica do 5º Período do Curso de Letras da Faculdade do Baixo Parnaíba (FAP) e morava no bairro Campo Velho.
O motorista fugiu do local e o caminhão está preso na delegacia.
Dheyanne Ricelly Souza Pavão, 21 anos, morreu em um acidente na BR 22 próximo ao Posto Vemasa, na tarde deste sábado (26) por volta das 16h.
Um caminhão carregado de tijolos bateu na jovem que conduzia uma Biz de cor preta; a jovem morreu na hora. A vitimada era acadêmica do 5º Período do Curso de Letras da Faculdade do Baixo Parnaíba (FAP) e morava no bairro Campo Velho.
O motorista fugiu do local e o caminhão está preso na delegacia.
‘Avenida Brasil’: Tufão beija Monalisa e ex-casal se reaproxima
Do Extra / TV e Lazer
Marcelle Carvalho
Tufão e Monalisa saem juntos durante crise em seus casamentos: os velhos tempos voltaram Foto: Divulgação TV Globo
Os órfãos do casal Monalisa (Heloísa Périssé) e Tufão (Murilo Benício) podem colocar um risinho no rosto. É que os dois vão se reaproximar e até trocarão um beijo em "Avenida Brasil".
A paquera entre Monalisa e Tufão acontece durante uma crise que eles enfrentam nos casamentos com Silas (Aílton Graça) e Carminha (Adriana Esteves), respectivamente. A cabeleireira decide se separar após descobrir a farsa da doença do marido, e o ex-jogador se desilude por saber que a mulher não é tão íntegra como pensava. Um encontro por acaso no campo do Divino reascende o interesse do antigo casal.
Tufão não resiste e chama Monalisa para sair. "Tou precisando desabafar, você também. Tamos passando por uma situação parecida...", afirma o ex-jogador, já combinando o programa: "Um cineminha, depois comer aquele bolinho de feijoada naquele pé-sujo do Centro, que a gente frequentava quando eu não tinha grana pra nada!".
A cabeleireira sorri e aceita o convite. E fica como uma adolescente ao escolher a roupa para encontrar o ex. "Fala sinceramente, tô com cara de: ‘Te esperei dez anos, mas tô fingindo que não tô nem aí’?", pergunta Monalisa a Olenka (Fabiula Nascimento), que elogia a beleza da amiga. Ao parar na frente da casa de Monalisa, Tufão age como antigamente para avisar que chegou: dá duas buzinadas curtas.
No boteco, os sócios relembram e acham graça dos velhos tempos de pindaíba e até iniciam uma briguinha quando a cabeleireira diz duvidar que Carminha fosse estar ao lado de Tufão se ele fosse um pé-rapado. "Não ia ter aceitado sair com você nem pra tomar cafezinho!", garante. O ex-jogador, então, quer saber por que a antiga namorada aceitou sair com ele. Quando ela diz que não sabe, mas que ainda dá tempo de pegar um táxi, Tufão a beija.
A cabeleireira se assusta, pondera que ele é casado, que não podia ter acontecido. Mas ele rebate afirmando que ela também é casada. "Eu só quero curtir essa noite do seu lado, eu e você, sem pensar em mais nada, topa?", propõe o ex-jogador.
Com a noite agradável, o casal combina um novo programa: praia. Lá, Tufão agradece por Monalisa fazê-lo sentir-se tão bem. A cabeleireira afirma gostar de vê-lo sorrir e o ex-jogador se aproxima com a intenção de beijá-la, mas ela se esquiva. No fim do dia, Tufão afirma à ex-namorada: "O tempo voa do teu lado. Você me faz muito bem, Monalisa".
Marcelle Carvalho
Tufão e Monalisa saem juntos durante crise em seus casamentos: os velhos tempos voltaram Foto: Divulgação TV Globo
Os órfãos do casal Monalisa (Heloísa Périssé) e Tufão (Murilo Benício) podem colocar um risinho no rosto. É que os dois vão se reaproximar e até trocarão um beijo em "Avenida Brasil".
A paquera entre Monalisa e Tufão acontece durante uma crise que eles enfrentam nos casamentos com Silas (Aílton Graça) e Carminha (Adriana Esteves), respectivamente. A cabeleireira decide se separar após descobrir a farsa da doença do marido, e o ex-jogador se desilude por saber que a mulher não é tão íntegra como pensava. Um encontro por acaso no campo do Divino reascende o interesse do antigo casal.
Tufão não resiste e chama Monalisa para sair. "Tou precisando desabafar, você também. Tamos passando por uma situação parecida...", afirma o ex-jogador, já combinando o programa: "Um cineminha, depois comer aquele bolinho de feijoada naquele pé-sujo do Centro, que a gente frequentava quando eu não tinha grana pra nada!".
A cabeleireira sorri e aceita o convite. E fica como uma adolescente ao escolher a roupa para encontrar o ex. "Fala sinceramente, tô com cara de: ‘Te esperei dez anos, mas tô fingindo que não tô nem aí’?", pergunta Monalisa a Olenka (Fabiula Nascimento), que elogia a beleza da amiga. Ao parar na frente da casa de Monalisa, Tufão age como antigamente para avisar que chegou: dá duas buzinadas curtas.
No boteco, os sócios relembram e acham graça dos velhos tempos de pindaíba e até iniciam uma briguinha quando a cabeleireira diz duvidar que Carminha fosse estar ao lado de Tufão se ele fosse um pé-rapado. "Não ia ter aceitado sair com você nem pra tomar cafezinho!", garante. O ex-jogador, então, quer saber por que a antiga namorada aceitou sair com ele. Quando ela diz que não sabe, mas que ainda dá tempo de pegar um táxi, Tufão a beija.
A cabeleireira se assusta, pondera que ele é casado, que não podia ter acontecido. Mas ele rebate afirmando que ela também é casada. "Eu só quero curtir essa noite do seu lado, eu e você, sem pensar em mais nada, topa?", propõe o ex-jogador.
Com a noite agradável, o casal combina um novo programa: praia. Lá, Tufão agradece por Monalisa fazê-lo sentir-se tão bem. A cabeleireira afirma gostar de vê-lo sorrir e o ex-jogador se aproxima com a intenção de beijá-la, mas ela se esquiva. No fim do dia, Tufão afirma à ex-namorada: "O tempo voa do teu lado. Você me faz muito bem, Monalisa".
'Cheias de charme': Conheça os autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira
Por: Carla Bittencourt
Filipe Miguez e Izabel de Oliveira posam para as fotos de divulgação de "Cheias de charme", primeira novela que ambos assinam juntos como titulares. Os autores são amigos há 20 anos e foram colaboradores de sucessos como "Força de um desejo", "Senhora do destino", "Insensato coração" e "Duas caras", única trama em que trabalharam lado a lado. "Não temos vida pessoal. Nesse início só pensamos em trabalho", disse Filipe, que faz sua estreia como titular. Izabel, que escreveu "Malhação" em 2005 e 2006, completa: "Eu me pego emocionada em pensar que nossa novela vai estrear".
Filipe Miguez e Izabel de Oliveira posam para as fotos de divulgação de "Cheias de charme", primeira novela que ambos assinam juntos como titulares. Os autores são amigos há 20 anos e foram colaboradores de sucessos como "Força de um desejo", "Senhora do destino", "Insensato coração" e "Duas caras", única trama em que trabalharam lado a lado. "Não temos vida pessoal. Nesse início só pensamos em trabalho", disse Filipe, que faz sua estreia como titular. Izabel, que escreveu "Malhação" em 2005 e 2006, completa: "Eu me pego emocionada em pensar que nossa novela vai estrear".
Gaby Amarantos declara que quer o guarda-roupa de Chayene
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Gaby Amarantos (Foto: Mowapress/Flickr)
Gaby Amarantos, a rainha brasileira dos visuais extravagantes, está de olho no guarda-roupa cheio de brilho de Chayene, personagem de Cláudia Abreu em “Cheias de Charme” (Rede Globo). “Já falei pra Gogóia [Sampaio, que assina o figurino] abrir o guarda-roupa pra mim [risos]”, declarou ela em conversa com o site “F5”.
Para o site, a cantora paraense contou que já teve uma roupa da viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte em “Roque Santeiro”, e também de personagens de outras novelas da Globo, como “Vamp” e “Explode Coração”.
Declarada noveleira, ela disse que assiste à trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira sempre que pode, que está achando “Cheias de Charme” sensacional e que está adorando a atuação das protagonistas.
“Estou feliz com esse tom que a Cláudia [Abreu] está dando para a Chayene. Taís [Araújo] e Isabelle [Drummond] também. A Leandra [Leal] me surpreendeu muito cantando. E a Titi [Titina Medeiros] está fantástica como a Socorro”, contou ela ao site.
Gaby Amarantos (Foto: Mowapress/Flickr)
Gaby Amarantos, a rainha brasileira dos visuais extravagantes, está de olho no guarda-roupa cheio de brilho de Chayene, personagem de Cláudia Abreu em “Cheias de Charme” (Rede Globo). “Já falei pra Gogóia [Sampaio, que assina o figurino] abrir o guarda-roupa pra mim [risos]”, declarou ela em conversa com o site “F5”.
Para o site, a cantora paraense contou que já teve uma roupa da viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte em “Roque Santeiro”, e também de personagens de outras novelas da Globo, como “Vamp” e “Explode Coração”.
Declarada noveleira, ela disse que assiste à trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira sempre que pode, que está achando “Cheias de Charme” sensacional e que está adorando a atuação das protagonistas.
“Estou feliz com esse tom que a Cláudia [Abreu] está dando para a Chayene. Taís [Araújo] e Isabelle [Drummond] também. A Leandra [Leal] me surpreendeu muito cantando. E a Titi [Titina Medeiros] está fantástica como a Socorro”, contou ela ao site.
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