sexta-feira, 16 de março de 2012
Após 30 anos separados, Verbena e Rodrigo finalmente se reencontram
Carlos (Gabriel Braga Nunes) decide ir para o Rio de Janeiro. Ele sai do Pará com Miriam (Letícia Persiles) e Fernando (Carmo Dalla Vecchia), que não está gostando nada dessa história. Chegando à cidade, os três pegam um taxi e vão direto para a mansão, onde Verbena (Ana Lucia Torre) está esperando ansiosa a chegada do rapaz, que ela acredita ser seu filho Rodrigo, desaparecido há 30 anos.
Carlos ainda se mostra desconfiado. De reprente, ele vê a porta da casa se abrindo e Verbena parada ali, de braços abertos, muito emocionada. “Essa é a sua mãe... Rodrigo”, diz Miriam. No momento em que eles se olham, o vaqueiro sente uma emoção especial. Com lágrimas nos olhos, os dois dão um longo abraço de felicidade. O espírito de Augusto surge no auge da comoção e também participa do reencontro tão esperado. Observando a cena de longe, Fernando se mostra cético diante de tudo aquilo.
“Rodrigo, você tem alguma dúvida? Você sabe que é o meu filho Rodrigo, não é?”. Carlos revela que não acreditava até o momento em que a mãe apareceu na porta. “Eu não conseguia acreditar... mas agora veio uma lembrança de muito longe... nem sei se é verdadeira”, ele diz, ainda atordoado com a situação.
Verbena abraça Miriam e agradece por tudo. Em seguida, ela segura na mão de Carlos, o leva para dentro de casa e o apresenta a todos. Verbena chama Clara (Klara Castanho) e revela: “Esta aqui é a maior responsável por termos descoberto você, filho. Foi a Clara quem sonhou com um certo vaqueiro montado em um búfalo... foi aí que a esperança começou a tomar forma... e acabou trazendo você pra mim.” Ele e a menina se abraçam felizes.
Esse momento promete muita emoção. Não perca! As cenas começam a ser exibidas na quinta-feira, dia 22/03. Saiba mais sobre o capítulo!
Fonte e Fotos: Globo.com.br
quarta-feira, 14 de março de 2012
Prefeito diz que cidade do RS recebe moradores para 'fim do mundo'
Vinicius Rebello
Do G1 RS
Localizada 907 metros acima do nível do mar, a cidade de São Francisco de Paula, a 112 quilômetros de Porto Alegre, pode atrair mais do que os turistas que visitam a região para curtir o frio e as belas paisagens. Para o prefeito Décio Colla, a cidade está preparada para receber pessoas que
tentam se proteger de possíveis desastres naturais relacionados ao dia 21 de dezembro de 2012. De acordo com o calendário Maia, a data marca o fim de um ciclo de 5.125 anos. Para os mais catastrofistas, o encerramento do período poderia significar o "fim do mundo", com terremotos, tsunamis e enchentes por todo o planeta.
Há dois anos, Colla se aprofunda em teorias da geofísica e da astrofísica, além de estudos encontrados na internet. Ele afirma que países de primeiro mundo estão se preparando para possíveis catástrofes, enquanto o Brasil ficou de fora.
"Não podemos ficar sentados chupando sorvete e esperando acontecer alguma coisa. Temos de agir", disse o prefeito, que tem 67 anos, ao G1. Segundo ele, o município já recebe novos moradores que temem ver confirmada a profecia dos maias. "Mesmo quem não acredita, deve estar preparado. Há inúmeros fatores que levam a gente a pensar que isto pode se confirmar. Em outros países já existe esta preocupação, menos no Brasil. Não estamos nem aí sobre estas explosões solares que atingem nosso planeta", alertou.
Se pudesse, o homem que administra o município garante que já teria adotado medidas prevenindo a população. "Como homem público, fica difícil fazer alguma coisa no momento. Não posso nem estocar a merenda escolar, pois tenho que apresentar as contas zeradas no final de cada mês".
orientação que o prefeito passa aos moradores é que mantenham em casa sempre uma reserva considerável de sal, arroz, feijão e água. Ele lembra que, em grandes desastres, produtos e serviços desaparecem, deixando a população sem condições de sobrevivência. "Na minha casa, vou estar preparado para ficar de dois a três meses sem serviço nenhum. Pelo menos um mingauzinho eu vou ter para comer", garantiu.
Comerciante no município, Luiz Henrique Valim é um exemplo de morador que já toma medidas caso alguma catástrofe realmente aconteça. Em casa, ele afirma ter um estoque capaz de alimentar 50 pessoas por um ano. Segundo ele, são 108 quilos de arroz, 40 de feijão, 108 metros de tecido, entre outras coisas.
Além de prefeito de São Francisco de Paula, Décio Colla também é médico e trabalha em hospitais da região serrana do estado. Para ele, estas explosões solares que atingem a Terra podem ser um indício de que o planeta está entrando em uma nova fase. "Os biofísicos sabem que todo nosso sistema planetário está se transformando. Com estas mudanças, é possível sim que ocorram estes desastres naturais".
Por estar muito acima do nível do mar, é muito difícil que um tsunami alcance a Serra do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, o prefeito diz que a região não está livre do perigo. "O que pode atingir a Serra são tremores, tempestades, coisas desta natureza. De qualquer forma, temos de estar preparados", afirma. "É claro que cada um toma a sua decisão. O que eu quero é ter a consciência tranquila, porque se eu tenho uma série de informações, tenho que repassá-las", completou.
Do G1 RS
Localizada 907 metros acima do nível do mar, a cidade de São Francisco de Paula, a 112 quilômetros de Porto Alegre, pode atrair mais do que os turistas que visitam a região para curtir o frio e as belas paisagens. Para o prefeito Décio Colla, a cidade está preparada para receber pessoas que
tentam se proteger de possíveis desastres naturais relacionados ao dia 21 de dezembro de 2012. De acordo com o calendário Maia, a data marca o fim de um ciclo de 5.125 anos. Para os mais catastrofistas, o encerramento do período poderia significar o "fim do mundo", com terremotos, tsunamis e enchentes por todo o planeta.
Há dois anos, Colla se aprofunda em teorias da geofísica e da astrofísica, além de estudos encontrados na internet. Ele afirma que países de primeiro mundo estão se preparando para possíveis catástrofes, enquanto o Brasil ficou de fora.
"Não podemos ficar sentados chupando sorvete e esperando acontecer alguma coisa. Temos de agir", disse o prefeito, que tem 67 anos, ao G1. Segundo ele, o município já recebe novos moradores que temem ver confirmada a profecia dos maias. "Mesmo quem não acredita, deve estar preparado. Há inúmeros fatores que levam a gente a pensar que isto pode se confirmar. Em outros países já existe esta preocupação, menos no Brasil. Não estamos nem aí sobre estas explosões solares que atingem nosso planeta", alertou.
Se pudesse, o homem que administra o município garante que já teria adotado medidas prevenindo a população. "Como homem público, fica difícil fazer alguma coisa no momento. Não posso nem estocar a merenda escolar, pois tenho que apresentar as contas zeradas no final de cada mês".
orientação que o prefeito passa aos moradores é que mantenham em casa sempre uma reserva considerável de sal, arroz, feijão e água. Ele lembra que, em grandes desastres, produtos e serviços desaparecem, deixando a população sem condições de sobrevivência. "Na minha casa, vou estar preparado para ficar de dois a três meses sem serviço nenhum. Pelo menos um mingauzinho eu vou ter para comer", garantiu.
Comerciante no município, Luiz Henrique Valim é um exemplo de morador que já toma medidas caso alguma catástrofe realmente aconteça. Em casa, ele afirma ter um estoque capaz de alimentar 50 pessoas por um ano. Segundo ele, são 108 quilos de arroz, 40 de feijão, 108 metros de tecido, entre outras coisas.
Além de prefeito de São Francisco de Paula, Décio Colla também é médico e trabalha em hospitais da região serrana do estado. Para ele, estas explosões solares que atingem a Terra podem ser um indício de que o planeta está entrando em uma nova fase. "Os biofísicos sabem que todo nosso sistema planetário está se transformando. Com estas mudanças, é possível sim que ocorram estes desastres naturais".
Por estar muito acima do nível do mar, é muito difícil que um tsunami alcance a Serra do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, o prefeito diz que a região não está livre do perigo. "O que pode atingir a Serra são tremores, tempestades, coisas desta natureza. De qualquer forma, temos de estar preparados", afirma. "É claro que cada um toma a sua decisão. O que eu quero é ter a consciência tranquila, porque se eu tenho uma série de informações, tenho que repassá-las", completou.
101º Aniversário Akira Yoshizawa
foi um artista japonês considerado um mestre do origami. Creditado por elevar esta técnica a um estado artístico, de acordo com suas próprias estimativas ele criou mais de 50.000 modelos, dos quais apenas algumas centenas foram diagramados em seus mais de 18 livros. Durante sua carreira, Yoshizawa atuou como embaixador cultural do Japão. Em 1983, o imperador Hirohito o condecorou com a Ordem do Sol Nascente, uma das maiores honrarias destinadas a cidadãos japoneses.
Nascido em 14 de março de 1911, em Kaminokawa , Japão. Enquanto criança, ele teve o prazer de aprender por conta própria a fazer origamis. Ele se mudou para trabalhar numa fábrica em Tóquio, quando tinha 13 anos. Sua paixão pelo origami foi reavivada aos 20 anos, quando foi promovido de operário de fábrica a relator de parecer técnico. Seu novo trabalho era ensinar geometria aos funcionários. Yoshizawa usava a tradicional arte do origami para compreender e comunicar problemas geométricos.
Em 1937, aos 26 anos, ele saiu da fábrica onde trabalhava para se dedicar aos origami a tempo inteiro. Nos 20 anos seguintes viveu na pobreza total, ganhando a vida de porta-a-porta com tsukudani (um condimento japonês, que é geralmente feito de algas). Apesar disso, o seu trabalho origami foi suficientemente criativo para ser incluído no livro de 1944, Origami Shuko, por Isao Honda . No entanto, seu trabalho foi para uma revista em 1951, Asahi Graph, que lançou sua carreira, embora, de acordo com outra fonte, o seu primeiro passo no caminho profissional tenha sido um conjunto de 12 signos do zodíaco encomendado por uma revista em 1954.
Em 1954 foi publicada a sua primeira monografia Atarashi Origami Geijutsu. Neste trabalho, ele estabeleceu o sistema Yoshizawa-Randlett de notação para dobras do origami, que se tornou o padrão para a maioria dos dobradores. A publicação deste livro ajudou Yoshizawa a sair pobreza. Foi seguido de perto pelo fundador do Centro Internacional de Origami em Tóquio, em 1954, quando estava com 43.
Sua primeira exposição no exterior foi organizada em 1955 por Felix Tikotin, um arquiteto holandês de origem judaico-alemã, colecionador da arte, no Stedelijk Museum. Yoshizawa emprestou muitos de seus próprios modelos de origami para outras exposições em todo o mundo. Ele nunca quis vender as suas figuras de origami, mas sim doá-las como presentes para as pessoas, e deixou que outros grupos e organizações as pedissem emprestadas para a exposição.
Após a morte de sua primeira mulher, sua nova esposa, Kiyo, agiu como sua gerente e ensinou origami junto dele.
Akira Yoshizawa foi homenageado com um doodle no dia 14 de março de 2012, na página inicial do Google, 7 anos após sua morte
Obras publicadas
ATARASHII ORIGAMI GEIJUTSU, Origami Geijutsu-Sha 1954
Origami Reader I, Ryokuchi-Sha 1957
Dokuhon, Vol.1 (Origami Tokuhon), 1973, ISBN 4-8216-0408-6
SOSAKU ORIGAMI (Creative Origami), Nippon Hoso Kyokai 1984, ISBN 4-14-031028-6
Dokuhon, Vol.2 (Origami Tokuhon), 1986
ORIGAMI DOKUHON II (Origami Reader II), Kamakura Shobo 1986 , ISBN 4-308-00400-4
Referências
Google.com.br/imagens Acessado em 14/03/2012
Wikipedia.com Acessado em 14/03/2012
Baltazar vira motorista de Crô em 'Fina Estampa', diz jornal
Por:Container Conteúdo
O brutamonte Baltazar, personagem de Alexandre Nero em "Fina Estampa" (Globo), vai virar motorista particular de Crô (Marcelo Serrado) no fim da novela, de acordo com a coluna de Flávio Ricco, do jornal "Diário de S.Paulo" desta terça-feira (14).
Baltazar receberá uma proposta de Crô para ganhar o dobro do que ele recebia como empregado de Tereza Cristina (Christiane Torloni). O mordomo, no fim do folhetim de Aguinaldo Silva, herdará parte da fortuna da patroa.
Apesar de muitos torcerem para que Crô e Baltazar tenham um romance, o mordomo gay permanecerá solteiro na trama, enquanto o motorista continuará com Celeste (Dira Paes).
O brutamonte Baltazar, personagem de Alexandre Nero em "Fina Estampa" (Globo), vai virar motorista particular de Crô (Marcelo Serrado) no fim da novela, de acordo com a coluna de Flávio Ricco, do jornal "Diário de S.Paulo" desta terça-feira (14).
Baltazar receberá uma proposta de Crô para ganhar o dobro do que ele recebia como empregado de Tereza Cristina (Christiane Torloni). O mordomo, no fim do folhetim de Aguinaldo Silva, herdará parte da fortuna da patroa.
Apesar de muitos torcerem para que Crô e Baltazar tenham um romance, o mordomo gay permanecerá solteiro na trama, enquanto o motorista continuará com Celeste (Dira Paes).
sábado, 10 de março de 2012
Renato passa por cirugia de três horas e deve voltar às atividades em 18 dias
Por Janir Júnior
Rio de Janeiro
Renato foi submetido a uma intervenção cirúrgica na manhã deste sábado, no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, para corrigir a arritmia detectada semana passada, em exame de renovação do seu seguro de saúde. Segundo o médico Serafim Borges, correu tudo bem durante as três horas de cirurgia, mas uma mudança no processo modificou a previsão de retorno aos treinamentos de 10 para 18 dias.
- Foi tudo tranquilo nas três horas de cirurgia, correu bem. Mas a previsão de retorno mudou um pouco. Tivemos que mapear pelo lado direito e esquerdo. Então, daqui a 15 dias ele será reavaliado e, estando tudo bem, em 18 dias volta a treinar – afirmou Serafim Borges, que acrescentou que o jogador terá alta neste domingo.
A previsão inicial para a volta de Renato aos campos era de sete a dez dias depois da cirurgia. Um catéter foi inserido pela virilha do jogador até o lado direito do coração, local da arritmia. O procedimento também teve que ser feito pelo lado esquerdo para o estudo eletrofisiológico, que mapeia a região e onde foi feita uma ablação, que vai cauterizar o foco da arritmia.
- Consideramos a cirurgia um sucesso. O coração do Renato é totalmente normal, só tendo a taquicardia que foi corrigida plenamente com o procedimento realizado hoje. O atleta poderá voltar a praticar atividades físicas e jogar futebol sem nenhum tipo de problema - disse o médico Claudio Baldi, que também participou da equipe de cirurgia.
A partir de agora, o jogador terá um acompanhamento especial apenas como prevenção. Renato ficará em observação por 24 horas no hospital antes de ser liberado. Depois de 15 dias – a previsão inicial era de uma semana -, fará uma nova avaliação física e um monitoramento em seguida. Se os resultados forem todos positivos, poderá voltar a treinar no Ninho do Urubu daqui a 18 dias.
Depois do treino desta manhã, Kleberson revelou que todos foram pegos de surpresa no início da semana, quando o problema de Renato foi diagnosticado:
- Ficamos assustados, pois de uma hora para outra, ele está treinando ali do nosso lado e tem um problema como esse. Mas vai dar tudo certo.
Rio de Janeiro
Renato foi submetido a uma intervenção cirúrgica na manhã deste sábado, no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, para corrigir a arritmia detectada semana passada, em exame de renovação do seu seguro de saúde. Segundo o médico Serafim Borges, correu tudo bem durante as três horas de cirurgia, mas uma mudança no processo modificou a previsão de retorno aos treinamentos de 10 para 18 dias.
- Foi tudo tranquilo nas três horas de cirurgia, correu bem. Mas a previsão de retorno mudou um pouco. Tivemos que mapear pelo lado direito e esquerdo. Então, daqui a 15 dias ele será reavaliado e, estando tudo bem, em 18 dias volta a treinar – afirmou Serafim Borges, que acrescentou que o jogador terá alta neste domingo.
A previsão inicial para a volta de Renato aos campos era de sete a dez dias depois da cirurgia. Um catéter foi inserido pela virilha do jogador até o lado direito do coração, local da arritmia. O procedimento também teve que ser feito pelo lado esquerdo para o estudo eletrofisiológico, que mapeia a região e onde foi feita uma ablação, que vai cauterizar o foco da arritmia.
- Consideramos a cirurgia um sucesso. O coração do Renato é totalmente normal, só tendo a taquicardia que foi corrigida plenamente com o procedimento realizado hoje. O atleta poderá voltar a praticar atividades físicas e jogar futebol sem nenhum tipo de problema - disse o médico Claudio Baldi, que também participou da equipe de cirurgia.
A partir de agora, o jogador terá um acompanhamento especial apenas como prevenção. Renato ficará em observação por 24 horas no hospital antes de ser liberado. Depois de 15 dias – a previsão inicial era de uma semana -, fará uma nova avaliação física e um monitoramento em seguida. Se os resultados forem todos positivos, poderá voltar a treinar no Ninho do Urubu daqui a 18 dias.
Depois do treino desta manhã, Kleberson revelou que todos foram pegos de surpresa no início da semana, quando o problema de Renato foi diagnosticado:
- Ficamos assustados, pois de uma hora para outra, ele está treinando ali do nosso lado e tem um problema como esse. Mas vai dar tudo certo.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adotada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Origem
A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Membros da Liga Internacional das Mulheres, 1922.
Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia).
Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.
1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher, e a partir de 1977, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional da Mulher.
Por Pedro Botelho
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