quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Adriana está fora do “BBB11”


Adriana mal pode acreditar, mas foi ela a oitava eliminada do “BBB11”. Com 45% dos votos, a miss perdeu para Rodrigão (12%) e para Wesley (43%) e ficou visivelmente incrédula com o resultado.




A grande verdade é que não fazia muita diferença para o jogo quem saísse neste paredão. Os três emparedados estavam do mesmo lado do jogo, o de Diogo e Maurício. Então, com a saída de qualquer um deles, o grupo do músico perderia um discípulo.



A saída da miss foi extremamente xoxa. Ninguém comemorou demais, nem de menos. Ninguém ficou muito feliz, nem muito triste. Até quando chegou do lado de fora da casa, para falar com Pedro Bial, Adriana demonstrou desânimo e comprimentou sua família sem muito entusiasmo. Estranho! Depois do susto, Rodrigão disse que sentiria mais a saída de seu affair se estivesse mais empolgado com o relacionamento deles. Affff...



Este paredão foi mais uma comprovação da força de Rodrigão. A votação foi apertada entre a miss e o médico e ele foi mero coadjuvante. Sendo "natureza morta" ou não, o bonitão recebeu apenas 12% dos votos, contra os 45% de Wesley.



Ou seja, o médico tem que fugir do paredão como o diabo foge da cruz, pois está fraquinho, fraquinho, e Rodrigão está mesmo bem na fita, seja como jogador ou galã das garotinhas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Resumo de A Cidade e as Serras, Eça de Queirós.




O romance A Cidade e as Serras, publicado em 1901, é desenvolvimento do conto “Civilização”, de Eça de Queirós. Uma personagem, José (“Zé”) Fernandes, relata a história do protagonista Jacinto de Tormes. Na composição são destacados os episódios diretamente relacionados coma personagem principal, ficando os fatos da história de Zé Fernandes apenas como elos de ligação da história vivida por Jacinto. Desde o início, o narrador apresenta um ponto de vista firme, depreciando a civilização da cidade.

Na primeira parte da narrativa, Zé Fernandes justifica sua aproximação de Jacinto (o “Príncipe da Grã-Ventura”), ligando-se a ele por amizade fraternal em Paris. Jacinto nascera e sempre morara em um palácio, nos Campos Elíseos, número 202. A mudança de sua família de Tormes, Portugal, para Paris deveu-se a seu avô Jacinto Galião. Seu neto, ao contrário do pai, que morrera tuberculoso, foi sempre fisicamente forte e, além de rico, era inteligente, voltando toda sua atividade para o conhecimento. Mas detestava o campo e amontoara em seu palácio, em livros, toda a conquista das filosofias e ciências, além dos aparelhos tecnicamente mais sofisticados da época. E, para Jacinto, “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”.

Zé Fernandes era decididamente contrário a essa orientação tecnicista e mecanizada e vai registrando como Jacinto rompe totalmente com seu passado campesino, deteriorando-se na cidade. A regeneração só ocorrerá com uma atitude assumida por Jacinto, já na segunda parte da narrativa – nas serras.

Um dia Jacinto, enfastiado da vida urbana, participa a Zé Fernandes sua partida para Portugal, a pretexto de reconstruir sua casa em Tormes, deslocando para lá os confortos do palácio. Entretanto, o criado Grilo perde-se com as bagagens, que, por engano, foram remetidas para Alba de Tormes, Espanha. Assim o supercivilizado Jacinto chega a Tormes apenas com a roupa do corpo.

Em contato estreito com a natureza, Jacinto renova-se, primeiro liricamente, numa atitude de encantamento, integrando-se depois na vida produtiva do campo, quando aplica seus conhecimentos técnicos científicos à situação concreta de Tormes.

Sem romper totalmente com os valores da “civilização”, Jacinto adapta o que pode ao campo. Modernizam-se dessa forma as serras, algumas reformas sociais são introduzidas e a produtividade aumenta. Ao príncipe da Grã-Ventura, só faltava um lar, o que ocorre em seguida, por meio de seu casamento com a prima de Zé Fernandes, Joaninha. Assim completamente feliz, no cotidiano das serras, Jacinto não mais volta a Paris, e esquece as companhias parisienses, como do grã-duque Casimiro, a condessa de Tréves, o conde de Tréves, o banqueiro judeu Efraim, madame Oriol e outros.

Aviões Está Com Tudo Na Globo !



Segundo Informações a Banda Aviões do Forró Depois de Participar do BBB,
irá ter uma música inclusa na trilha sonora de "Morde e Assopra" a próxima novela
das 7 da Globo que substituirá TiTiTi no final de Março.
Além da música a banda também pode fazer uma participação especial na trama.




Foto e texto de: @bd!@s neto.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

populares

De vez em quando, usamos expressões interessantes, mas será que conhecemos a fundo o que elas querem dizer?
Veja alguns ditados populares:

CALCANHAR DE AQUILES
A mãe de Aquiles, Tétis, com o objetivo de tornar seu filho invulnerável, mergulhou-o num lago mágico, segurando o filho pelos calcanhares. Páris feriu Aquiles na Guerra de Tróia justamente onde, isso mesmo, no calcanhar.
Portanto, o ponto fraco ou vulnerável de um indivíduo, por metáfora, é o calcanhar de Aquiles.
VOTO DE MINERVA
Orestes, filho de Clitemnestra, é acusado do assassinato da mãe. No julgamento, houve empate. Coube a deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu.
Voto de Minerva é o voto decisivo.
Depois da mãe de Aquiles, vamos a outras mães.
CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente na época da minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária era justamente a Joana. Como eles mandavam e desmandavam no país, ficou a frase casa da mãe Joana como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
A MÃE DO BADANHA
De origem controvertida. O pessoal do futebol atribui a um tal de Badanha, jogador do Internacional. Mas existem várias versões.
Agora é a vez das religiosas:
VÁ SE QUEIXAR AO BISPO
No tempo do Brasil colônia, por causa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda.
Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora. Assim, conto do vigário passou à linguagem popular como falcatrua, sacanagem.

दिताडोस populares

De vez em quando, usamos expressões interessantes, mas será que conhecemos a fundo o que elas querem dizer?
Veja alguns ditados populares:

CALCANHAR DE AQUILES
A mãe de Aquiles, Tétis, com o objetivo de tornar seu filho invulnerável, mergulhou-o num lago mágico, segurando o filho pelos calcanhares. Páris feriu Aquiles na Guerra de Tróia justamente onde, isso mesmo, no calcanhar.
Portanto, o ponto fraco ou vulnerável de um indivíduo, por metáfora, é o calcanhar de Aquiles.
VOTO DE MINERVA
Orestes, filho de Clitemnestra, é acusado do assassinato da mãe. No julgamento, houve empate. Coube a deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu.
Voto de Minerva é o voto decisivo.
Depois da mãe de Aquiles, vamos a outras mães.
CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente na época da minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária era justamente a Joana. Como eles mandavam e desmandavam no país, ficou a frase casa da mãe Joana como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
A MÃE DO BADANHA
De origem controvertida. O pessoal do futebol atribui a um tal de Badanha, jogador do Internacional. Mas existem várias versões.
Agora é a vez das religiosas:
VÁ SE QUEIXAR AO BISPO
No tempo do Brasil colônia, por causa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda.
Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora. Assim, conto do vigário passou à linguagem popular como falcatrua, sacanagem.

BBB 11 por Luiz Fernando Veríssimo

LOUVÁVEL FERNANDO VERÍSSIMO!!!!

ENFIM ALGUÉM DE PESO PRA OPINAR SOBRE ESSE "PROGRAMA"!!!


Não deixe essa praga entrar em sua casa...



BIG BROTHER BRASIL

(Luiz Fernando Veríssimo)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.


Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Casemiro de Medeiros Campos


Casemiro de Medeiros Campos possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará (1989), é especialista em educação e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (1996). É pesquisador nas áreas de formação de professores, educação superior e avaliação. Tem experiência em docência na educação básica e superior, direção pedagógica, coordenação de cursos de graduação e pós-graduação em instituições de educação superior. Desenvolveu experiência como Professor Colaborador na Universidade do Porto - U. Porto - Porto, Portugal (2008). Tem publicado pela Editora Vozes, Saberes Docentes e Autonomia dos Professores (2a. ed. 2009) e pela Editora da UFC os livros: Educação - Utopia e Emancipação (2008); organizou Gestão Escolar: Saber Fazer (2009) e Da Teoria a Prática: A Escola dos Sonhos é Possível (2010). Participou como co-autor do livro Ética e Cidadania: Educação para a Formação de Pessoas Éticas (2010). Também publicou pela Editora Paulinas Gestão Escolar e Docência, (2010) e pela Editora Melo, Gestão Escolar e Inovação, 2010 . Atualmente faz doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Ceará - UFC. Mantém o site www.casemiroonline.com.br



Livros publicados/organizados ou edições:

1. CAMPOS, C. M. (Org.) ; MENDES, Débora L. L. Lima (Org.) ; HENGEMÜHLE (Org.) . Da Teoria à Prática: A Escola dos Sonhos é Possível. 1. ed. Fortaleza: Editora da Universidade Federal do Ceará, 2010. 171 p.
2.CÂNDIDO, Raphaela (Org.) ; FERREIRA, M. dos S. (Org.) ; OLIVEIRA, J. J. B. de (Org.) ; PEREIRA, F. A. (Org.) ; CAMPOS, C. M. (Org.) . Ética e Cidadania: Educação para a Formação de Pessoas Éticas. 1. ed. Fortaleza: Editora da Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 1. 115 p.
3.CAMPOS, C. M. . Gestão Escolar e Inovação: reflexões sobre a Avaliação, o Currículo e a Docência. 1. ed. Curitiba: Editora Melo, 2010. v. 1. 87 p.
4.CAMPOS, C. M. . Gestão Escolar e Docência. 1. ed. São Paulo: Editora Paulinas, 2010. v. 1. 158 p.
5.PRADO, A. I. DE S. (Org.) ; BRAZ, M. M. A. (Org.) ; MOURA, J. B. V. S. (Org.) ; DINIZ, Sergio H. S. (Org.) ; CAMPOS, C. M. (Org.) . Gestão Escolar e Docência: Saber Fazer. 1. ed. Fortaleza: Editora da Universidade Federal do Ceará - UFC, 2009. 166 p.
6.CAMPOS, C. M. . Saberes Docentes e Autonomia dos Professres. 2. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2009. v. 1. 102 p.
7.CAMPOS, C. M. . Educação: Utopia e Emancipação. 1a.. ed. Fortaleza: EDITORA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2008. v. único. 104p p.
8.CAMPOS, C. M. . Saberes Docentes e Autonomia dos Professores. 1. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2007. v. 1. 102 p.