sábado, 15 de janeiro de 2011

CONHECENDO A GRANDE MARROM (ALCIONE)


Alcione Dias Nazareth (São Luís, 21 de novembro de 1947) é uma cantora, instrumentista e compositora brasileira.

Alcione detém um invejável currículo que inclui as melhores casas noturnas do eixo Rio/SP, como Canecão, Imperator, Palace e Memorial da América Latina, entre outras temporadas populares realizadas através do Projeto Seis e Meia do Teatro João Caetano (que inaugurou ao lado de Paulo Moura na década de 70) e Teatro Carlos Gomes (onde foi recordista de público). Além de apresentações em vários continentes, num total de 22 países, entre Europa, África, Leste Europeu, Oriente e, claro, todas as Américas.

No ano de 2003, a maravilhosa Marrom foi agraciada com Grammy Latino na categoria de melhor Álbum de samba. Samba, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio de Melhor Cantora Popular, além de receber o Prêmio TIM de Música como melhor Cantora de Samba. Participou do CD "Duetos", de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, a música "Recomeço".

Foi homenageada pela Escola de Samba Unidos da Ponte do grupo especial do Rio de Janeiro, com o enredo ‘’Marrom Da Cor do Samba’’. Lançou o disco ‘’Brasil de Oliveira da Silva do Samba’’, no qual consta ‘’Tô Com Saudade’’ (Augusto César e Carlos Colla), ‘’FlaXFlu’’ (Arlindo Cruz e Franco), ‘’Asas de Carcará’’ (Gerude e Augusto Tampinha) e ‘’Onde o Rio é Mais Baiano’’, com participação do compositor, Caetano Veloso.

Ao longo de sua carreira, foi premiada com 21 discos de ouro, 5 de platina e um duplo de platina. Em sua galeria de troféus - com cerca de 350 peças - possui títulos e honrarias que poucos artistas conseguiram obter ao longo de suas carreiras, tais como: Ordem do Rio Branco (a mais alta comenda do Brasil), a Medalha Pedro Ernesto (concedida pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), a Medalha do Mérito Timbira (a maior comenda concedida pelo Estado do Maranhão, foi escolhida como embaixadora do turismo do Estado do Rio de Janeiro e do Estado do Maranhão. E a emoção maior de apresentar-se para 500 mil pessoas em São Luis do Maranhão, quando foi convidada pela Paróquia da Ilha de São Luis para saudar o sumo pontífice com músicas como João de Deus, feita especialmente para a visita do Papa ao Brasil.

BIOGRAFIA

Alcione Dias Nazareth nasceu em São Luís do Maranhão no dia 21 de Novembro de 1947. O nome de batismo foi idéia do pai, inspirado na personagem de um livro chamado ‘’Renúncia’’. A quarta dos nove irmãos. Tem oito irmãos: Wilson, João Carlos, Ubiratan, Ribamar, Jofel, Ivone, Maria Helena e Solange. Desde pequena, graças ao pai policial e integrante da banda de sua corporação, João Carlos Dias Nazareth, inserida no meio musical maranhense, Alcione fez sua primeira apresentação já aos doze anos.

O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre da banda da Polícia Militar de São Luís e professor de música. Alem disso, foi compositor e eterno apaixonado pelo bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete que começou a estudar aos 9 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares, e na ‘’Queimação de Palhinha’’ da festa do Divino Espírito Santo.

Sua mãe, Felipa Teles Rodrigues, entretanto, guardava o desejo de que a filha aprendesse a tocar acordeon ou piano. Não queria que Alcione aprendesse a tocar instrumentos de sopro temendo que a filha ficasse tuberculosa. Sua primeira apresentação profissional foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina. Na ocasião, cantou com sucesso a música Pombinha Branca e o fado Ai, Mouraria.

Formou-se como professora primária na Escola Normal. Lecionou por dois anos e continuou a dedicar-se à música, tendo apresentado-se na TV do Maranhão nos anos de 1965 e 1966.

Alcione se mudou para o Rio de Janeiro em 1976, trabalhando na TV Excelsior. Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo. Ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Cantou também em boates como Barroco, Bacarat, Holiday e Bolero. Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa ‘’A Grande Chance’’, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa ‘’Sendas do Sucesso’’. Depois de seis meses na emissora, realizou turnê por quarto meses pela América Latina. Após ter feito excursão por países da América do Sul, morou na Europa por dois anos. Voltou ao Brasil em 1972 e três anos depois ganhou o primeiro disco de ouro através do primeiro LP, A voz do samba (1975).

"Não Deixe O Samba Morrer" quando começou a ser executada nas radios do país, permaneceu 22 semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso.


BREVE HISTÓRICA DA CANTORA


1970 Em meados dos anos 70, foi para São Paulo apresentar-se no ‘’Blow-up’’, onde conheceu o cantor Jair Rodrigues. Nessa época, também costumava apresentar-se com o cantor Emílio Santiago, na boate ‘’Preto 22’’, de Flávio Cavalcanti, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Em seguida viajou também à Europa, onde ficou por dois anos, principalmente na Itália.

1972 De volta ao Brasil e apadrinhada por Jair Rodrigues que a levou para a Polygram, gravou o seu primeiro compacto simples, no qual constavam ‘’Figa de Guiné’’ (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e ‘’O Sonho Acabou’’, um presente de Gilberto Gil.

1973 Lançou outro compacto com as músicas ‘’Tem Dendê’’(Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e ‘’Pinta de Sabido’’ (Capoeira e Rubens). Neste mesmo ano realizou uma turnê no México

1974 Participou do ‘’Festival da Canção Portuguesa’’ e gravou a música ‘’Planos de Papel’’ de Raul Seixas, especialmente para a trilha da novela ‘’O Rebu’’, da Globo.

1975 Gravou, pela Philips, um compacto duplo com quarto sambas-enredo: ‘’Imagens Poéticas de Jorge de Lima’’. Ainda neste ano, lançou, pela mesma gravadora, o primeiro LP: ‘’A Voz do Samba’’, no qual interpretou ‘’História de Pescador’’ (Candeia), ‘’Acorda Que Eu Quero Ver’’ (Carlos Dafé), ‘’Aruandê’’ (Edil Pacheco e Nélson Rufino), ‘’Batuque Feiticeiro’’ (Candeia), ‘’Espera’’ (Batatinha/Ederaldo Gentil), ‘’É Amor…Deixa Doer’’ (Mita), ‘’Todo Mundo Quer’’ (Ismael Silva), ‘’Até o Dia de São Nunca’’ (Edil Pacheco/Paulinho Diniz), ‘’Samba em Paz’’ (Caetano Veloso), ‘’A Voz do Morro’’ (Zé Keti), ‘’Etelvina, Minha Nega’’, composição do seu pai e os seus dois primeiros grandes sucessos: ‘’O Surdo’’ (Totonho e Paulinho Rezende) e ‘’Não Deixe O Samba Morrer’’ (Edson e Aloísio), que lhe renderam seu primeiro Disco de Ouro. “Não Deixe O Samba Morrer” quando começou a ser executada nas radios do país, permaneceu 22 semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso.

1976 Lançou o LP ‘’Morte de Um Poeta’’, no qual se destacaram os sucessos ‘’Lá Vem Você’’ (Totonho, Paulinho Rezende e Zayrinha), ‘’Morte de Um Poeta’’ (Totonho e Paulinho Rezende), ‘’É Melhor Dizer Adeus’’ (Mita) e mais uma composição do pai da cantora, ‘’Cajueiro Velho’’. No disco foi incluída a música ‘’Jesuíno Galo Doido’’ (Antônio Carlos e Jocafi), trilha Sonora do filme ‘’Pastores da Noite’’, baseado em obra de Jorge Amado.

1977 O disco de 1977, "Pra que chorar", vendeu 400 mil cópias, consagrando-a como cantora nacionalmente conhecida. Desse disco, despontaram vários sucessos de sua carreira, como "Ilha de maré" (Lupa e Walmir Lima), "Pedra que não cria limo" (Vevé Calazans e Nilton Alecrim), "Pandeiro é meu nome" (Venâncio e Chico da Silva) e a faixa-título "Pra que chorar" (Baden Powell e Vinicius de Moraes). Cantou juntamente com a orquestra de Paul Mauriat, ‘’Sabiá Marrom’’, composição feita especialmente para a sua voz e foi eleita, pelos radialistas, a cantora do ano.

1978 No ano seguinte, em 1978, lançou o LP ‘’Alerta Geral’’, com várias composições que fizeram sucesso, entre elas ‘’Sufoco’’ (Chico da Silva e Antônio José), ‘’Entre a Sola e o Salto’’ (Gilberto Gil), ‘’Eu Sou a Marrom’’ (Roberto Corrêa e Sylvio Son), ‘’Seu Rio, Meu Mar’’ (Totonho e Paulinho Rezende) e ‘’Pode Esperar’’ (Roberto Corrêa e Sylvio Son). Fez sua primeira participação em disco de outra artista, dividindo ‘’O Meu Amor’’, de Chico Buarque, com Maria Bethânia no LP ‘’Álibi’’.

1979 Em 1979, com a composição "Gostoso Veneno", de Wilson Moreira e Nei Lopes, ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso de todo o país. A música deu título ao LP, que trouxe, entre outras, "Menino sem juízo" (Paulinho Rezende e Chico Roque), "Rio antigo" (Nonato Buzar e Chico Anísio) e "Dia de graça" (Candeia). Cantou com Benito de Paula na posse do então Presidente João Batista Figueiredo. Comandou por dois anos, a começar de 1979, o Programa Alerta Geral, em horário nobre na Rede Globo de Televisão, sob a direção de Augusto César Vannucci. No programa, cantou com todas as grandes personalidades da MPB, como: Baden Powell, Vinícius de Moraes, Nelson Sargento, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Angela Maria, Clara Nunes, Cartola, Tom Jobim, Nelson Cavaquinho, Dorival Caymmi e tantos outros. Fundou, ao lado de João Nogueira, Clara Nunes, D. Ivone Lara, Sérgio Cabral, Elizeth Cardoso, entre outros sambistas, o Clube do Samba.

1980 Neste ano, ainda pela gravadora Philips, lançou o disco "E vamos à luta", no qual interpretou "Meu Dia de Graça" (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), "Quadro de Ismael" (Carlos Dafé e Toninho Lemos), "Eu Sei" (Cartola), faixa que contou com a participação especial do compositor, e, ainda, a faixa-título, de autoria de Gonzaguinha.

1981 No LP ‘’Alcione’’, ela apareceu na capa usando um colar com sete figas, já que esse era o sétimo disco de carreira. Interpretou ‘’Minha Filosofia’’ (Aluízio Machado), ‘’Novo Amor’’ (Arlindo Cruz e Rixxa, ‘’O Papeiro é Meu’’ (Zé do Maranhão e Cidney Rocha) e ‘’Pintura Sem Arte’’ (Candeia), entre outras.

1982 Em 1982 lançou o disco ‘’Vamos Arrepiar’’, que marcou a vitoriosa entrada de Alcione na RCA (hoje BMG), com destaque para a música ‘’Noite Pelo Dia’’ (Arlindo Cruz e Adilson Victor). Nesse ano, em comemoração aos dez anos de carreira fonográfica, sua gravadora lançou a coletânea ‘’Alcione Dez Anos Depois’’, reunindo alguns de seus maiores sucessos em forma de pout-pourri. Também foi escolhida como madrinha da tradicional Banda de Ipanema.

1983 Apresentou-se no México, no Teatro do Hotel Santa Isabel e cantou em 13 teatros no Japão, entre eles o Pit Inn e o Nakanu Plaza Hotel, divulgando seu LP anterior. Nesse mesmo ano, no Brasil, lançou o álbum ‘’Almas e Corações’’, disco que teve uma composição de sua autoria, ‘’Amor Em Tom Menor’’, em parceria com Nilton Barros, além de outros sucessos, como ‘’Um Ser de Luz’’ (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), música em homenagem à Clara Nunes, falecida naquele ano e de quem foi grande amiga por muito tempo.

1984 No disco ‘’Da Cor do Brasil’’ interpretou ‘’A Luz do Vencedor’’ (Candeia e Luiz Carlos da Vila), “Mangueira Estação Primeira’’ (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), ‘’Proa”, mais uma composição de seu pai, e dividiu faixas com os amigos: Maria Bethânia em ‘’Roda Ciranda’’ (Martinho da Vila), Luiz Gonzaga em ‘’Forrofiar’’, música feita por ele para a Marrom, e Nei Lopes em ‘’Sambeabá’’ (Nei Lopes e Sereno). Excursionou pela África portuguesa logo após o encerramento da majestosa temporada de shows no Asa Branca.

1985 Em 1985, destacou-se com a gravação da música “Nem Morta” no LP “Fogo da Vida’’. Desse mesmo disco, outras composições tornaram-se sucesso, como ‘’Mesa de Bar’’ que conta com a participação do autor, Gonzaguinha, e ‘’Ara-Kêto’’ (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro). Também em 85 cantou no Festival Domênica Romana na Itália.

1986 O disco ‘’Fruto e Raíz’’, lançado em 1986, foi o maior sucesso comercial de sua carreira, tendo vendido 700 mil cópias. Destacaram-se as músicas ‘’Garoto Maroto’’ (Marcos Paiva e Franco), ‘’O Que Eu Faço Amanhã…?’’ (José Augusto e Miguel Plopshi) e ‘’Comentários’’ (Michael Sullivan e Paulo Massadas).

1987 Alcione fundou a Escola de Samba Mirim da Mangueira (Grêmio Recreativo Cultural Mangueira do Amanhã), da qual é Presidente de Honra, o Centro de Arte da Mangueira (Mangueirarte) e o Centro de Apoio. O disco ‘’Nosso Nome: Resistência’’, lançado naquele ano, teve outros grandes sucessos imortalizados na sua voz, como ‘’Ou Ela Ou Eu’’ (Flávio Augusto e Carlos Rocha), ‘’Meu Vício é Você’’ (Chico Roque e Carlos Colla), ‘’Estranha Loucura’’ (Michael Sullivan e Paulo Massadas), ‘’Novo Endereço’’ (Jorge Aragão e Sombrinha), ‘’Raio de Luar’’ (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes) e ‘’Autonomia’’ (Cartola).

1988 Lançou o LP ‘’Ouro e Cobre’’, com destaque para as músicas ‘’Pior É Que Eu Gosto’’ (Isolda), ‘’Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão’’ (Humberto do Boi Maracanã), “Manguererê” (Serginho Meriti e Nonô do Morro Azul), ‘’Toque Macio’’ (Alberto Gino) e ‘’Vizinha Faladeira’’ (Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila e Acyr Marques). Nesse mesmo ano, realizou temporada de 28 shows na União Soviética, cantando em estádios e teatros como: Moscou, Leningrado, Kiev, Tallinn e Vilnius. Também cantou no Festival de Montreux, na Suíça, e foi homenageada pela Escola de Samba Flor do Samba, em São Luís.

1989 O LP ‘’Simplesmente Marrom’’ marcou uma pausa no lançamento anual de repertório inédito e revisou os sete anos de Alcione na gravadora RCA (hoje BMG), fazendo uma releitura de grandes sucessos lançados nesse período. Foi ainda homenageada pela Escola de Samba Independentes do Cordovil no Rio de Janeiro.

1990 Com o disco de inéditas ‘’Emoções Reais’’, Alcione ganhou destaque com ‘’Melhores Momentos’’ (Michael Sullivan e Paulo Massadas), ‘’De Teresina a São Luís’’ (João do Valle e Helena Gonzaga) e ‘’Dona Zica e Dona Neuma’’ (Zé Luiz, Nei Lopes e Carlinhos Sete Cordas).

1991 Foi escolhida para cantar a saudação ao papa João Paulo II na missa e que ele ministrou em São Luís. Lançou nesse ano o disco “Promessa”, no qual se destacaram as composições ‘’Medo’’ (Roberta Miranda e Vera Veríssimo), ‘’Cunhã e Curumim’’ (Altay Veloso e Paulo César Feital), ‘’Tanto Que Aprendi De Amor’’ (Fátima Guedes), ‘’Na Ginga do Amor’’ (Marley e Marques) e ‘’Divina e Mulher’’ (Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila), um tributo à Elizeth Cardoso.

1992 Lançou o disco ‘’Pulsa Coração’’, interpretando ‘’Delírios de Amor’’ (Chico Roque e Carlos Colla), ‘’Mironga do Mato’’ (Wilson Moreira e Nei Lopes) e ‘’Coração Brasileiro’’ (Arlindo Cruz, Franco e Acyr Marques). Foi escolhida pela ONU como um dos símbolos internacionais na luta contra o Apartheid e excursionou pela primeira vez pelos Estados Unidos.


1995 Para comemorar os 25 anos de carreira fonográfica, Alcione lançou o disco ‘’Profissão Cantora’’ e participou do disco-homenagem ‘’Clara Nunes Com Vida’’, no qual fez dueto (com voz incluída posteriormente) com a homenageada na faixa ‘’Sem Companhia’’ (Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro). Ainda nesse ano, representou o País em especial para a Televisa/México, dedicado somente ao Brasil, juntamente com Edu Lobo, Francis Hime e a campeã do Carnaval de 95, Imperatriz Leopoldinense.

1996 No disco ‘’Tempo de Guarnicê’’, Alcione gravou sua primeira música internacional. Trata-se de ‘’Overjoyed’’ (Stevie Wonder). Ainda nesse disco, cantou ‘’Mar de Carinhos’’(Arlindo Cruz e Aluizio Machado), ‘’Minha Outra Metade’’ (Michael Sullivan e Carlos Conceição), ‘’Não Pense Em Mim’’ (Gilson e Carlos Colla), ‘’Acorda, Meu Amor’’ (Arlindo Cruz e Jorge Davi), ‘’Estrela Luminosa’’ (Altay Veloso) e a faixa de Ronald Pinheiro, Gerude e Omar Cutrim, que dá nome ao disco.

1997 Reverenciando a nova geração do samba, a Marrom lança o disco ‘’Valeu’’, que incluiu as canções ‘’Valeu Demais’’ (Leando Lehart), ‘’Quem De Nós’’ (Pagom/Roberto Corrêa), ‘’Essa Tal Liberdade’’ (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle), ‘’Luz do Desejo’’ (Délcio Luiz e Adalto Magalha) e ‘’Entidade’’ (Altay Veloso e Paulo César Feital). Completou 50 anos com vários dias de grande festa em São Luís, batizado de Marrom Folia, com temporada de shows e exposições no Teatro Arthur Azevedo.

1998 Em 98, lançou o CD “Celebração” em comemoração aos 27 anos de carreira. Nesse trabalho, contou com a participação especial de Djavan, Maria Bethânia, Sandra de Sá, Ed Motta, Alexandre Pires, Cássia Eller e Rita Ribeiro. No mesmo ano, participou do disco ‘’Chico Buarque da Mangueira’’, no qual interpretou ‘’Estação Derradeira’’ (Chico Burque). Ainda nesse disco, interpretou outras composições em dueto com Nelson Sargento, Leci Brandão e o próprio homenageado, entre outros.

1999 Em 1999, lançou o CD "Claridade", disco em homenagem à cantora Clara Nunes, no qual interpretou músicas que foram sucesso na voz da amiga, como "Mineira" e "As Forças da Natureza", ambas de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, "Canto da Três Raças" e "Menino Deus", parcerias de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, "O Mar Serenou" (Candeia), "Juízo Final" (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), "Morena de Angola" (Chico Buarque), "Feira de Mangaio" (Sivuca e Glorinha Gadelha), "Ê, Baiana" (Fabríco da Silva, Baianinho, Ênio Santos e Miguel Pancrácio), "Alvorecer" (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho), entre outras. O disco foi muito bem recebido pela crítica e pelo público e o show, homônimo, destacou-se no cenário musical carioca no ano 2000. Ainda em 99, recebeu o Prêmio Griô concedido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro a personalidades negras em destaque. Em São Luís, fundou o bloco carnavalesco “Esbandalhada” com amigos e familiares.

2000 Gravou no Garden Hall, no Rio de Janeiro, ‘’Nos Bares da Vida’’, primeiro registo ao vivo da discografia de Alcione. Nesse disco, interpretou ‘’Este Seu Olhar’’ (Tom Jobim), ‘’Última Forma’’ (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), ‘’A Noite do Meu Bem’’ (Dolores Duran), ‘’Que Sejam Bem-Vindos’’ (Cartola), ‘’Olha’’ (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), ‘’Pra Machucar Meu Coração’’ (Ary Barroso), ‘’De Onde Vens’’ (Dori Caymmi e Nelson Motta) e ‘’Carinhoso’’ (Pixinguinha e João de Barro).

2001 Em 2001, participou, com Ana Carolina e Maria Bethânia, do projeto "MPB no Canecão", no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano lançou o CD "A paixão tem memória", do qual se destacou o sucesso "Além da cama".

2002 Em março de 2002, apresentou-se na casa de shows Olimpo, no Rio de Janeiro. Na ocasião, gravou o segundo disco ao vivo, com regravações de antigos sucessos e ainda duas composições inéditas em sua interpretação, uma delas, "Depois do Prazer" (Chico Roque e Sérgio Caetano), música de trabalho desse disco. Ainda em 2002, ao lado de Chico Buarque, Abel Silva, Antônio Cícero, Paulinho Lima, Elisa Lucinda, Ana Terra, Leila Coelho Frota, Adélia Prado, Afonso Romano de Sant'Anna, Ritchie, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Gabriel, O Pensador, José Carlos Capinam e Murilo Antunes, entre outros, num total de 149 pessoas, participou do álbum com quatro CDs em homenagem ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. O álbum intitulado "Reunião - O Brasil Dizendo Drummond" foi lançado pelo selo Luz da Cidade. Neste mesmo ano de 2002 participou do CD e DVD "Jorge Aragão Ao vivo Convida", lançado pela gravadora Indie Records, onde interpretou "Enredo do Meu Samba" (Jorge Aragão e Dona Ivone Lara) em dueto com o anfitrião. Participou, também, do disco "Toda Emoção Vale a Pena", de Alex Guedes, interpretando em dueto com Alex "Eu Sei Que Vou Te Amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), tema da novela "O Beijo do vampiro", da Rede Globo. Participou do show "Concertos MPBR", no Canecão, ao lado de Elton Medeiros, Zé Renato e Dona Ivone Lara.

2003 Neste mesmo ano, pela gravadora Indie Records, lançou o CD "Alcione Ao Vivo 2", com vários sucessos de sua carreira e algumas músicas inéditas, entre eles: "Não Deixe o Samba Sorrer" (Edson e Aloísio), "Quando Você Quiser" (Chico Roque e Sérgio Caetano), "O mundo é De Nós Dois" (Zeppa e Carlos Cola) e "Serei Sempre Tua" (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Jorge David). No CD/DVD gravado na casa de espetáculos Olimpo, no Rio de Janeiro, contou com a participação especial de Jamelão em dois grandes momentos: no pout-pourri de Lupicínio Rodrigues cantando as músicas “Nunca” e “Vingança”, e no Samba-Enredo de 2003 da Estação Primeira de Mangueira. Como se não bastasse, Alcione fez outro pout-pourri com a participação especial do grupo de dança Tambor de Crioula, cantando as músicas “Cajueiro Velho”, de seu pai João Carlos, e “Tambor de Crioula”, de Júnior e Oberdan de Oliveira. Além disso, nos presenteou com um belíssimo dueto com Maria Bethânia, registrado em estúdio para sair como bônus track do DVD. Juntas, Marrom e Bethânia cantaram “Ternura Antiga”, de Dolores Duran e J. Ribamar. Regravou "Vendaval da Vida" (Noca da Portela e Décio Carvalho), "A Volta da Gafieira" (Dedé da Portela e Dida), "Profecia" (Candeia), "As Rosas Não Falam" (Cartola) e "Retalhos de Cetim", autoria de Benito di Paula. O disco foi lançado em show no Canecão, no Rio de Janeiro e chegou a marca de 150 mil cópias vendidas poucos meses após o lançamento. Em 21 de novembro de 2003, dia do seu aniversário, foi inaugurado o viaduto Alcione Nazaré em São Luís. A cerimônia, realizada no Palácio do Governo do Estado do Maranhão, contou com a presença do então governador Reinaldo Tavares. Foi a intérprete escolhida pela Escola de Samba Tradição para a gravação do samba-enredo "Contos de Areia" (Dedé da Portela e Norival Reis) no disco oficial da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba) para o ano de 2004. Ainda nesse ano, em comemoração aos 30 anos de carreira, foram relançados 8 discos da década de 80 em cd. Também fundou juntamente com os integrantes da "Esbandalhada" a banda "Fuleragem" que fazia shows no carnaval maranhense.

2004 No ano de 2004, lançou pela gravadora Indie Records o CD "Faz Uma Loucura Por Mim", interpretando composições de Jorge Aragão, Sombrinha, Nei Lopes, Roberto e Erasmo, Chico Roque, Carlos Colla, Paulo Sérgio Valle, Michael Sullivan, D. Ivone Lara, Reinaldo Arias, Roque Ferreira e os novatos Vander Lee e Telma Tavares, entre outros. No disco também foram incluídas "Você Me Vira a Cabeça " (Me Tira do Sério) que fez parte da trilha da novela "Da Cor do Pecado" e ainda "Sem Saída", com participação do cantor Belo. Recebeu o "Prêmio Tim 2004" na categoria "Melhor Cantora de Samba".

2005 Em 2005, a Sony lançou a coletânea "Alcione e Amigos", na qual a cantora faz duetos com Jair Rodrigues, Nelson Gonçalves, Maria Bethânia, Fernando di Carvalho e Mussum, entre outros. Ganhou outra vez o "Prêmio Tim" na categoria de "Melhor Cantora de Samba". Lançou o disco "Uma Nova Paixão", produzido por Jorge Cardoso, com várias composições inéditas, como a homenagem ao mestre Jamelão em "Pedra 90" e ainda as faixas ‘’Meu Ébano’’ (Neneo e Paulinho Rezende), "O Samba Vai Balançar" (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro) e a faixa-título de autoria de Gustavo Lins e Humberto Tavares. Ainda em 2005, os poetas Salgado Maranhão e Armando Nogueira gravaram os poemas "Aboio" e "Samba e Futebol" para a abertura da turnê nacional e internacional do show "Uma Nova Paixão". Participou do CD "Amorágio", de Salgado Maranhão, no qual interpretou a faixa "Diamante Bruto", de Zé Américo e Salgado Maranhão. Foi escolhida como madrinha do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, cantando na cerimônia comemorativa dos 150 anos da Corporação no Teatro João Caetano.

2006 Em 2006, fez turnê pelos Estados Unidos apresentando-se na "Lifetime Achievement Award", na festa da nona edição do "Annual Brazilian Press" (evento que tem como objetivo a celebração da cultura e da imagem do Brasil no exterior) no Broward Center For The Performing Arts, em Fort Lauddardale, na Flórida, e ainda Hard Rock Live, em Orlando, e no Teatro Tam Boston, na cidade de Medford, em Massachussets. De volta ao Brasil, com participações especiais de Os Gênesis (dupla angolana), Jefferson Jr e César Nascimento e sua Usina de Percussão, fez o lançamento do CD/DVD "Uma Nova Paixão Ao Vivo" no Canecão, tendo ainda as participações de Marcelo D2, Leci Brandão e o ator Aílton Graça. O espetáculo teve a apresentação do poema "Aboio", por Salgado Maranhão e do texto "Samba e Futebol", por Armando Nogueira.

2007 No ano de 2007 lançou, pela gravadora Indie Records, o CD/DVD "De Tudo Que Eu Gosto", no qual contou com as participações especiais de Gilberto Gil na faixa "Entre a Sola e o Salto" (Gilberto Gil), Serginho Meriti e Marcelo Falcão na faixa "Mangueira é Mãe" (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães) e Hormero Ferreira na valsa "Marcas do Passado" (Homero Ferreira). No disco também foram incluídas as composições "Perdeu, Perdeu" (Chico Roque e Sérgio Caetano), "Maria da Penha" (Evandro Lima e Paulinho Rezende), "Quando o Amor Bateu na Porta" (Altay Veloso), "Laço de Cobra" (Nílton Barros), "Luz do Nosso Amor" (Sombrinha, Rubens Gordinho e Nílton Barros), "Laguidibá" (Magno de Souza, Maurílio de Oliveira e Nei Lopes), "300 Anos " (Altay Veloso e Paulo César Feital), "Eu Te Procuro" (Dhemma, Silvão e Francisco do Pagode) e "Agarradinho", de autoria de Roque Ferreira e Telma Tavares. Ainda em 2007, em dupla com Elton Medeiros, gravou a faixa "Pressentimento" (Élton Medeiro e Hermínio Bello de Carvalho) para o CD e DVD do selo Zecapagodisco, filiado à Universal Music. Foi homenageada pela Escola de Samba Turma do Quinto em São Luís.

2008 Ganhou mais uma edição do troféu Samba de Primeira, participou da gravação do DVD ‘’Em Casa’’ do cantor Alexandre Pires na faixa "Depois do Prazer" (Chico Roque e Sérgio Caetano e do DVD ‘’Paz Sim, Violência Não’’, divindo ‘’Nossa Senhora’’ (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) com o Padre Marcelo Rossi e recebeu mais uma edição do Prêmio Tim , na categoria Melhor Cantora de Samba. Participou do show ‘’Maranhão Solidário’’ em amparo às vítimas das enchentes no seu estado natal.

2009 No ano de 2009, Alcione foi homenageada pela Escola de Samba Juventude Imperial em Juiz de Fora, Minas Gerais. Fundou com amigos e familiares, o Movimento de Amor ao Próximo em São Luís.

Ao longo de sua carreira, foi premiada com 21 discos de ouro, 5 de platina e um duplo de platina. Em sua galeria de troféus - com cerca de 350 peças - possui títulos e honrarias que poucos artistas conseguiram obter ao longo de suas carreiras, tais como: Ordem do Rio Branco (a mais alta comenda do Brasil), a Medalha Pedro Ernesto (concedida pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), a Medalha do Mérito Timbira (a maior comenda concedida pelo Estado do Maranhão, foi escolhida como embaixadora do turismo do Estado do Rio de Janeiro e do Estado do Maranhão. E a emoção maior de apresentar-se para 500 mil pessoas em São Luis do Maranhão, quando foi convidada pela Paróquia da Ilha de São Luis para saudar o sumo pontífice com músicas como João de Deus, feita especialmente para a visita do Papa ao Brasil.

Vários prêmios importantes da MPB fazem parte de sua coleção. Além dos Prêmios Sharp de Música, dos quais ela possui nove dos onze anos em que existiu, a artista é detentora de um sem número de prêmios: Prêmio Caras, Globo de Ouro (da TV Globo), Rádio Globo, o Antena de Ouro, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como: O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU).


PREMIOS E HOMENAGENS


Considerada um dos orgulhos do Maranhão, a cantora Alcione recebeu várias homenagens não apenas na sua terra natal como em diversas partes do Brasil. Apenas para citar as mais importantes, veja: Alcione virou nome de um importante teatro, localizado no centro histórico de São Luís, sua terra natal; Em 2003 foi inaugurado, também em São Luís, o Elevado Alcione Nazareth, um importante viaduto que liga os bairros Ipase e Vila Palmeira. No Rio de Janeiro, foi tema de samba-enredo em 1994 da escola de samba Unidos da Ponte, com o enredo Marrom da cor do samba, embora a cantora se declare amante da escola de samba Mangueira.

Foi homenageada pela Escola de Samba Unidos da Ponte do grupo especial do Rio de Janeiro, com o enredo ‘’Marrom Da Cor do Samba’’. Lançou o disco ‘’Brasil de Oliveira da Silva do Samba’’, no qual consta ‘’Tô Com Saudade’’. Na sua terra natal foi homenageada pela Escola de Samba Turma do Quinto em São Luís. Em 2009z, Alcione foi homenageada pela Escola de Samba Juventude Imperial em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Vários prêmios importantes da MPB fazem parte de sua coleção. Além dos Prêmios Sharp de Música, dos quais ela possui nove dos onze anos em que existiu, a artista é detentora de um sem número de prêmios: Prêmio Caras, Globo de Ouro (da TV Globo), Rádio Globo, o Antena de Ouro, entre outros. Além desses, prêmios de grande vulto internacional como: O Pensador de Marfim (concedido pelo Governo de Angola), Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU).

Alcione recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, dos quais vários discos de ouro e platina.Uma prova disso, desde de o início do Prêmio Tim de Música que ela sempre é eleita como a melhor cantora de samba, fazendo parte também do ABC da Música composto por: A: Alcione, B: Beth Carvalho e C: Clara Nunes.


CURIOSIDADES SOBRE ALCIONE


Alcione se apresentou no México, no Teatro do Hotel Santa Isabel e cantou em 13 teatros no Japão, entre eles o Pit Inn e o Nakanu Plaza Hotel, divulgando seu LP anterior. Também em 85 cantou no Festival Domênica Romana na Itália.

O disco ‘’Fruto e Raíz’’, lançado em 1986, foi o maior sucesso comercial de sua carreira, tendo vendido 700 mil cópias.

Alcione, uma incorrigível precursora, fundou a Escola de Samba Mirim da Mangueira (Grêmio Recreativo Cultural Mangueira do Amanhã), da qual é Presidente de Honra, o Centro de Arte da Mangueira (Mangueirarte) e o Centro de Apoio.

Em 1988 realizou temporada de 28 shows na União Soviética, cantando em estádios e teatros como: Moscou, Leningrado, Kiev, Tallinn e Vilnius. Também cantou no Festival de Montreux, na Suíça, e foi homenageada pela Escola de Samba Flor do Samba, em São Luís.

Em 1991, foi escolhida para cantar a saudação ao papa João Paulo II na missa e que ele ministrou em São Luís.

Alcione foi escolhina para ser embaixadora do turísmo na cidade de Rio de Janeiro e na sua terra natal em São Luís.

Em 1992, foi escolhida pela ONU como um dos símbolos internacionais na luta contra o Apartheid e excursionou pela primeira vez pelos Estados Unidos

Em 1997, completou 50 anos com vários dias de grande festa em São Luís, batizado de Marrom Folia, com temporada de shows e exposições no Teatro Arthur Azevedo.

Em São Luís, no ano de 1999 fundou o bloco carnavalesco “Esbandalhada” com amigos e familiares.

No disco ‘’Tempo de Guarnicê’’, Alcione gravou sua primeira música internacional. Trata-se de ‘’Overjoyed’’ (Stevie Wonder).

Identificando-se com o samba, desde cedo tornou-se fervorosa simpatizante da Mangueira, Escola que reunia grandes sambistas na capital do Rio.

Ganhou o apelido de Marrom, com o qual também é conhecida, e o primeiro grande sucesso foi Não deixe o samba morrer, de Edson e Aluísio, no repertório do primeiro LP.

Em mais de três décadas de carreira, ganhou prêmios de dezenove discos de ouro, dois de platina e um duplo de platina; por dois anos consecutivos, ganhou o prêmio Tim na categoria melhor cantora de samba, entre 2004 e 2005.

Além de Não deixe o samba morrer, foram consagradas na voz de Alcione inúmeras canções, como: Sufoco, Gostoso veneno, Rio Antigo, Nem morta, Garoto maroto, A profecia, Delírios de amor, Uma nova paixão, Depois do prazer, Enquanto houver saudade, Estranha loucura, Faz uma loucura por mim, A loba, Retalhos de cetim, Qualquer dia desses, Pode esperar, O que eu faço amanhã, O surdo, Pior é que eu gosto, Meu vício e você, Pandeiro é meu nome, Você me vira a cabeça, Quem de nós, Mineira, Meu ébano, dentre muitas outras.

Alcione é moradora do Rio de Janeiro, capital.

Em 2009 Fundou com amigos e familiares, o Movimento de Amor ao Próximo em São Luís.

"Eu bati uma perna pelo mundo desde que saí de São Luis do Maranhão e vim para o Rio. Mas, 37 anos de carreira não podem ser resumidos a uma coleção de troféus e a confecção de um disco ou uma temporada. Preciso dar uma satisfação a todo o Brasil do que me tornei e do que andei fazendo nesses anos todos". diz Alcione em sua página oficial.

DISCOGRAFIA


Universal Music / Philips
A Voz do Samba (1975)
Morte de um poeta (1976)
Pra que chorar (1977)
Alerta geral (1978)
Gostoso veneno (1979)
E vamos à luta (1980)
Alcione (1981)
Dez anos depois (1982)

Sony BMG / RCA
Vamos arrepiar (1982)
Almas e Corações (1983)
Da cor do Brasil (1984) (Ouro)
Fogo da vida (1985) (Ouro)
Fruto e raiz (1986) (Platina)
Nosso nome: resistência (1987) (Platina)
Ouro & Cobre (1988) (Ouro)
Simplesmente Marrom (1989) (Ouro)
Emoções Reais (1990)
Promessa (1991)
Pulsa, coração (1992) (Ouro)
Brasil de Oliveira da Silva do Samba (1994) (Ouro)
Profissão: Cantora (1995)
Tempo de Guarnicê (1996)

Universal Music / Polygram
Valeu - Uma Homenagem à Nova Geração do Samba (1997) (Ouro)
Celebração (1998) (Ouro)
Claridade (1999) (Ouro)
Nos Bares da Vida (2000) - ao vivo (Platina)
A Paixão tem Memória (2001) (Ouro)


Indie Records
Ao Vivo (2002) (Platina)
Ao Vivo 2 (2003) (Platina)
Alcione - Duetos(2004)
Faz Uma Loucura por Mim (2004) (Platina)
Faz Uma Loucura por Mim - Ao Vivo (2005)
Alcione e Amigos([2005])
Uma Nova Paixão (2005) (Ouro)
Uma Nova Paixão - Ao Vivo (2006) (Ouro)
Coleções - Grandes Sucessos de Alcione(2007)
De Tudo Que eu Gosto(2007)
Raridades(2008)
Acesa(2009)

TEXTO E FOTO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcione (Com adaptações)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MARIO DE ANDRADE



Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquisila,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar de uma vez:
E só tirar a cortina
Que entra luz nesta escuridez.

(A Costela de Grão Cão)


1893: Nasce Mário Raul de Moraes Andrade, no dia 9 de outubro, filho de Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luísa Leite Moraes Andrade; na Rua Aurora, 320, em São Paulo - SP.

1904: Escreve o primeiro poema, cantado com palavras inventadas. "O estalo veio num desastre da Central durante um piquenique de subúrbio. Me deu de repente vontade de fazer um poema herói-cômico sobre o sucedido, e fiz. Gostei, gostaram. Então continuei. Mas isso foi o estralo apenas. Apenas já fizera algumas estrofes soltas, assim de dois em três anos; e aos dez, mais ou menos, uma poesia cantada, de espírito digamos super realista, que desgostou muito minha mãe. "— Que bobagem é essa, meu filho?" — ela vinha. Mas eu não conseguia me conter. Cantava muito aquilo. Até hoje sei essa poesia de cor, e a música também. Mas na verdade ninguém se faz escritor. Tenho a certeza de que fui escritor desde que concebido. Ou antes... Meu avô materno foi escritor de ficção. Meu pai também. Tenho uma desconfiança vaga de que refinei a raça..." Este o depoimento do escritor a Homero Senna, publicado no livro "República das Letras", Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1996, 3a. edição, sobre como havia começado a escrever.

1905: Ingressa no Ginásio N. Sra. do Carmo dos Irmãos Maristas.

1909: Forma-se bacharel em Ciências e Letras. Terminado o curso multiplica leituras e freqüenta concertos e conferências.

1910: Cursa o primeiro ano da faculdade de Filosofia e Letras de São Paulo.

1911: Inicia estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

1913: Morre seu irmão Renato, aos 14 anos, devido a complicações decorrentes de uma cabeçada em jogo de futebol. Abalado pelo fato e trabalhando em excesso, Mário tem uma profunda crise emocional. Passa um tempo em Araraquara, na fazenda da família. Quando retorna desiste da carreira de concertista devido a suas mãos terem se tornado trêmulas. Dedica-se, então a carreira de professor de música.

1915: Conclui curso de canto no Conservatório.

1916: Conclui, como voluntário, o Serviço Militar.

1917: Diploma-se em piano pelo Conservatório. Morre seu pai. Publica Há uma gota de sangue em cada poema, poesia, sob o pseudônimo de Mário Sobral.. Primeiro contato com a modernidade na Exposição de Anita Malfatti. Primeira viagem a Minas: encontra o barroco mineiro, visita Alphonsus de Guimarães. Já iniciou sua Marginália.

1918: Recebe Diploma de Membro da Congregação Mariana de N. Sra. da Conceição da Igreja de Santa Ifigênia. Noviciado na Ordem Terceira do Carmo. Nomeado professor no Conservatório. Escreve contos e poemas. Colabora ocasionalmente em jornais e revistas como crítico de arte e cronista; em A Gazeta e O Echo (São Paulo).

1919: Profissão na Ordem Terceira do Carmo à 19 de março. É colaborador de A Cigarra, O Echo e A Gazeta. Viagem à Minas Gerais, visitando as cidades históricas.

1920: Lê obras Index . Faz parte do grupo modernista de São Paulo. Colabora em Papel e Tinta (São Paulo), na Revista do Brasil (Rio de Janeiro - até 1926) e na Illustração Brasileira (Rio de Janeiro - até - 1921).

1921: É professor de História da Arte no Conservatório. Pertence à Sociedade de Cultura Artística. Está presente no lançamento do Modernismo no banquete do Trianon. É apresentado ao público por Oswald de Andrade através do artigo "Meu poeta futurista" (Jornal do Commércio São Paulo). Escreve "Mestres do passado" para o citado jornal.

1922: Professor catedrático de História da Música e Estética no Conservatório. Participa da Semana de Arte Moderna em São Paulo, de 13 à 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo. Faz parte do grupo da revista Klaxon, publicando poemas e críticas de literatura, artes plásticas, música e cinema. Escreve Losango Cáqui, poesia experimental. Inicia a correspondência com Manuel Bandeira, que dura até o final de sua vida. Publica Paulicéia desvairada, poesia.

1923: Estuda alemão com Kaethe Meichen-Bosen, de quem se enamora. Faz parte da revista Ariel, de São Paulo. Escreve A escrava que não é Isaura, poética modernista. Continua a colaborar na Revista do Brasil (Rio de Janeiro).

1924: Realiza a histórica "Viagem da Descoberta do Brasil", Semana Santa dos modernistas e seus amigos, visitando as cidades históricas em Minas. Colabora em América Brasileira (contos de Belazarte), Estética e Revista do Brasil (Rio de Janeiro).

1925: Colabora n'A Revista Nova de Belo Horizonte. Publica A Escrava que não é Isaura: discurso sobre algumas tendências da poesia modernista. Adquire a tela de André Lhote, Futebol, através de Tarsila.

1926: Férias em Araraquara, escrevendo Macunaíma. Publica Primeiro andar, contos, e Losango Cáqui (ou Afetos Militares de Mistura com os Porquês de eu Saber Alemão), poesia. Escreve poemas de Clã do Jaboti. Colabora na Revista de Antropofagia, na Revista do Brasil e em Terra Roxa e Outras Terras.

1927: Colabora no Diário Nacional de São Paulo: crítico de arte e cronista (até 1932, quando o jornal é fechado). Estréia como romancista, publicando Amar, verbo intransitivo, que choca a burguesia paulistana com a história de Carlos, um adolescente de família tradicional iniciado nos prazeres do sexo pela sua Fraülein, contratada por seu pai exatamente para essa tarefa. Lança, também, o livro Clã do Jaboti, de poesias. Realiza a primeira "viagem etnográfica": percorrendo o Amazonas e o Peru, da qual resulta o diário O Turista Aprendiz.

1928: Membro do Partido Democrático. Realiza sua segunda "viagem etnográfica": ao Nordeste do Brasil (dez. 1928 - mar. 1929). Colabora na Revista de Antropofagia e em Verde. Publica Ensaio sobre a Música Brasileira e Macunaíma - o Herói sem nenhum caráter, onde inova com audácia e rebela-se contra a mesmice das normas vigentes. Com enorme sucesso a obre repercutiu em todo o país por seus enfoques inéditos. Sob um fundo romanesco e satírico, aí se mesclavam numa narrativa exemplar a epopéia e o lirismo, a mitologia e o folclore, a história e o linguajar popular. O personagem-título, um "herói sem nenhum caráter", viria a ser uma síntese, o resumo das virtudes e defeitos do brasileiro comum.

1929: Inicia coluna de crônicas "Táxi", no Diário Nacional. "Viagem etnográfica" ao Nordeste, colhendo documentos: música popular e danças dramáticas. Rompimento da amizade com Oswald de Andrade. Publica Compêndio de História da Música.

1930: Apóia a Revolução de 30. Defende o Nacionalismo Musical. Publica Modinhas Imperiais, crítica e antologia, e Remate de Males, poesia.

1933: Completa 40 anos. Faz crítica para o Diário de São Paulo (até 1935).

1934: Diplomado Professor honorário do Instituto de Música da Bahia. Cria e passa a dirigir a Coleção Cultural Musical (Edições Cultura Brasileira - São Paulo). Colabora em Festa (Rio de Janeiro), Boletim de Ariel. Publica Belazarte, contos, e Música, Doce Música, crítica.

1935: É nomeado chefe da Divisão de Expansão Cultural e Diretor do Departamento de Cultura. Publica O Aleijadinho e Álvares de Azevedo.

1936: Deixa de lecionar no Conservatório. Nomeado Chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura.

1937: É contra o Estado Novo.

1938: Transfere-se para o Rio de Janeiro (27 jun.), demitindo-se do Departamento de Cultura (12 mai.). É nomeado professor-catedrático de Filosofia e História da Arte na Universidade do Distrito Federal e colabora no Diário de Notícias daquela cidade. Publica Namoros com a Medicina, estudos de folclore.

1939: Cria a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo, sendo seu primeiro presidente. Organiza o 1o. Congresso da Língua Nacional Cantada (jul.). Projeta a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. É nomeado encarregado do Setor de São Paulo e Mato Grosso. Escreve poemas de A Costela do Grão Cão. Publica Samba Rural Paulista, estudo de folclore. É crítico do Diário de Notícias (até 1944) e colabora na Revista Acadêmica (Rio de Janeiro) e em O Estado de S. Paulo. Publica A Expressão Musical nos Estados Unidos.

1941: Volta a viver em São Paulo, à Rua Lopes Chaves 546. Está comissionado no SPHAN. Colabora em Clima (SP).

1942: Sócio-fundador da Sociedade dos Escritores Brasileiros. Colabora no Diário de S. Paulo e na Folha de S. Paulo. Publica Pequena História da Música.

1943: Publica Aspectos da Literatura Brasileira, O Baile das Quatro Artes, crítica, e Os Filhos de Candinha, crônicas.

1944: Escreve Lira Paulistana, poesia.

1945: Coberto de reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas, Mário de Andrade morreu em São Paulo - SP em 25 de fevereiro de 1945, vitimado por um enfarte do miocárdio, em sua casa. Foi enterrado no Cemitério da Consolação. Publicação de Lira Paulistana e Poesias completas.

Um capítulo à parte em sua produção literária sem fronteiras é constituído pela correspondência do autor, volumosa e cheia de interesse, ininterruptamente mantida com colegas como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino, Augusto Meyer e outros. Suas cartas conservaram, de regra, a mesma prosa saborosa de suas criações com palavras — um lirismo que, como ele disse, "nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada". Coberto de reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas, Mário de Andrade morreu em São Paulo SP em 25 de fevereiro de 1945.


Bibliografia:

- Há uma gota de sangue em cada poema, 1917

- Paulicéia desvairada, 1922

- A escrava que não é Isaura, 1925

- Losango cáqui, 1926

- Primeiro andar, 1926

- A clã do jabuti, 1927

- Amar, verbo intransitivo, 1927

- Ensaios sobra a música brasileira, 1928

- Macunaíma, 1928

- Compêndio da história da música, 1929 (reescrito como Pequena história da música brasileira, 1942)

- Modinhas imperiais, 1930

- Remate de males, 1930

- Música, doce música, 1933

- Belasarte, 1934

- O Aleijadinho de Álvares de Azevedo, 1935

- Lasar Segall, 1935

- Música do Brasil, 1941

- Poesias, 1941

- O movimento modernista, 1942

- O baile das quatro artes, 1943

- Os filhos da Candinha, 1943

- Aspectos da literatura brasileira 1943 (alguns dos seus mais férteis estudos literários estão aqui reunidos)

- O empalhador de passarinhos, 1944

- Lira paulistana, 1945

- O carro da miséria, 1947

- Contos novos, 1947

- O banquete, 1978

- Será o Benedito!, 1992

Antologias:

- Obras completas, publicação iniciada em 1944, pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreendendo 20 volumes.

- Poesias completas, 1955

- Poesias completas, editora Martins - São Paulo, 1972

- Homenagens:

- Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 40 da Academia Brasileira de Música.

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

De Mário de Andrade.

O desastre no Rio só aumenta

Deslizamento de terra no Morro do Bumba, em Niterói, soterrou dezenas de casas e fez o número de mortos no Estado passar de 150. A favela havia sido construída em cima de um lixão






Uma comunidade inteira, com cerca de 60 casas, desapareceu na noite de quarta-feira (8) em Niterói, no Rio de Janeiro, após um deslizamento no Morro do Bumba, no bairro Cubango, causado pelas fortes chuvas que atingem o Estado desde o início da semana. Tanto quanto a destruição e as mortes, a situação anterior da comunidade mostra a dimensão do descaso do poder público no país: a favela foi construída em cima de um aterro sanitário.

O próprio secretário de Saúde e Defesa Civil do governo do Rio, Sérgio Côrtes, explicou a trágica situação e revelou que não sabia da construção de casas em meio ao lixão. "Subi o morro e comecei a sentir um cheiro estranho. Quando acendi a lanterna, vi que estava em cima de lixo", disse ele segundo o G1. "Os moradores disseram que isso era um aterro sanitário", afirmou.

O resgate começou a ser feito pelos próprios moradores, logo após ao desabamento. Em seguida, o Corpo de Bombeiros e homens da Força Nacional de Segurança foram enviados ao local. As cenas da busca por sobreviventes lembraram a tragédia do Haiti. Até as 5 horas desta quinta-feira, 27 pessoas foram retiradas dos escombros, das quais cinco mulheres e um menino sem vida. As outras 21 vítimas, entre elas oito crianças que frequentavam duas creches existentes no local e que também vieram abaixo, foram encaminhadas para hospitais de Niterói.

A situação em Niterói é tão caótica e absurda que, na manhã desta quinta, os responsáveis pelo resgate decidiram interromper as buscas manuais. Segundo a Folha, por conta da grande presença de lixo, há um risco grande de contaminação. Só as máquinas, como as retroescavadeiras, continuarão operando, enquanto os bombeiros terão que esperar a chegada de material especializado.


Texto e Fotos de Época com parceria com G1 ( com adaptação)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BBB 11 Conheça os brothers e as sistens




Ariadna
Carioca, 26 anos é de Gêmeos e torce pelo Vasco


Cristiano
Paulista, 33 anos é de Áries e torce pelo Corinthians


Daniel
Pernambucano, 40 anos é de Virgem e torce pelo time que ganha


Diana
Carioca, 29 anos é de Virgem e torce pelo Flamengo


Diogo
Baiano, 24 anos é de Libra e torce pelo Bahia


Igor
Paulista, 25 anos é de Sagitário e torce pelo Corinthians


Janaina
Paulista, 25 anos é de Peixes e torce pelo Palmeiras


Jaqueline
Carioca, 27 anos é de Libra e torce pelo Flamengo


Lucival
Baiano, 29 anos é de Aquário e torce pelo Bahia



Maria
Paulista, 27 anos é de Sagitário e torce pelo São Paulo



Mauricio
Fluminense, 27 anos imune é de Áries e torce pelo Vasco



Michelly
Paulista, 27 anos é de Leão e torce pelo São Paulo



Natalia
Mineira, 27 anos é de Virgem e torce pelo Cruzeiro


Paula
Roraimense, 23 anos é de Capricórnio


Rodrigão
Paranaense, 22 anos é de Leão e torce pelo Corinthians


Rodrigo
Pernambucano, 26 anos é de Aquário e torce pelo Botafogo


Talula
Paulista, 29 anos é de Leão e torce pelo Corinthians



Textos e Fotos originais - Rede Globo 2011 (com adaptações)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Boca no trombone 2011!!

Por FAMOSIDADES (Com adaptções)

SÃO PAULO - O Boca no Trombone começa 2011 com tudo! Mais abaixo você confere das frases que os famosos soltaram nesta semana. Tem ator falando que não faz sexo como antes, atriz dizendo que envelheceu, cantor se gabando de suas músicas, galã falando de nova novela, dançarina dizendo que vai mudar de sexo, ator declarando que talvez seja gay, e muito mais. Confira!

Boca no Trombone


"Eu transo menos hoje do que costumava, porque estou mais paranoico agora. Estou longe de ser tão ousado como costumava ser, em parte porque fiz muito isso quando eu bebia"

Gerard Butler, em entrevista ao site “Contact Music”


“Ela é uma das pessoas mais verdadeiras que conheci na minha vida. No começo da minha carreira eu tinha uma moto toda bichada, e pra ela andar, alguém tinha que empurrar. Quando eu dava carona para ela, sempre falava, ‘Xuxa, alguém tem que empurrar a moto, senão ela não anda’, e ela empurrava [risos]”

Sérgio Mallandro, sobre sua amizade com Xuxa Meneghel à revista “Quem”


“Acho engraçado como essas coisas são tratadas em blogs: ‘ele é gay ou hétero?’ ou ‘é seu terceiro filme gay – sai logo do armário!’. É tudo baseado na oposição: gay ou hétero, como se fosse só o seu objeto de afeição que decidisse sua sexualidade. Parte das coisas que me interesso é sobre vidas de pessoas que não foram convencionais, que viveram fazendo oposição ao que existe. Ou, quer saber, talvez eu seja gay mesmo"

James Franco, em entrevista à revista “Entertainment Weekly”



“Eu não estou solteira ainda. E não me sinto assim. Nunca estive em busca disso de novo. E nem sei se gosto de ser solteira”

Claudia Raia, separada de Edson Celulari, em entrevista ao jornal “O Globo”





“Tudo o que sai da minha boca é o que vocês vão ouvir. Eu não sei, não faço um tipo específico de música. Não diria que eu sou pop ou R&B. Gostaria apenas de dizer que é só música boa”

Justin Bieber, convencido, em entrevista ao site da MTV




"Eu sou bela na minha trajetória, porque Deus não comete erros. Eu estou no caminho certo, baby, eu nasci assim. Não te escondas em arrependimento, só amando a si mesmo e pronto. Eu estou no caminho certo baby, eu nasci assim"

Lady Gaga, sobre sua carreira



"Claro que não. Desafio é fazer personagem de autor ruim. Com a qualidade do texto que temos aqui, os caminhos do personagem aparecem naturalmente. Vários caminhos, inclusive. É muito mais fácil trabalhar com gente boa!"

Gabriel Braga Nunes, substituto de Fábio Assunção na próxima novela global “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, quando questionado se era um desafio ser chamado às pressas para a trama

Mensagem do dia!

LONAS AZUIS

No caminho da sorte, a alma perdi
Dei um beijo na morte e sobrevivi
Mas perdi o meu medo,
A viver aprendi

Fiz do mundo o meu palco, do sol minha luz
Pra fazer meu circo usei minha cruz
De um pedaço do céu, fiz as lonas azuis.
Do céu eu fiz as lonas azuis
Do céu eu fiz as lonas azuis.

Aprendi que nem sempre é feliz quem procura
Que a vida mais fácil também é a mais dura
Que a estrada mais curta é também mais escura.

Aprendi na descida, mais forças ganhar
Pra chegar na subida e não desanimar
Sou da vida um artista, ganhei meu lugar.