quinta-feira, 6 de agosto de 2015

105° aniversário de Adoniran Barbosa


Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato (Valinhos, 6 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de1982), foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro.
Adoniran Barbosa em 1935
Rubinato representava em programas de rádio diversas personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, que acabou por se confundir com seu criador dada a sua grande popularidade. Adoniran ficou conhecido nacionalmente como o pai do sambapaulista.
O compositor e cantor tem um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Quer ser artista – escolhe a carreira deator. Procura de várias maneiras fazer seu sonho acontecer. Tenta, antes do advento do rádio, o palco, mas é sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso nos teatros como ator lhe é para sempre abortado. O samba, no início da carreira, tem para ele caráter acidental. Escolado pela vida, sabia que o estrelato e o bom sucesso econômico só seriam alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular que era o rádio.
O magistral período das rádios, também no Brasil, criou diversas modas, mexeu com os costumes, inventou a participação popular – no mais das vezes, dirigida e didática. Têm elas um poder e extensão pouco comuns para um país que na época era rural. Inventam a cidade, popularizam o emprego industrial e acendem os desejos de migração interna e de fama. Enfim, no país dos bacharéis, médicos e párocos de aldeia, a ascensão social busca outros caminhos e pode-se já sonhar com a meteórica carreira de sucesso que as rádios produzem. Três caminhos podem ser trilhados: o de ator, o de cantor ou o de locutor.
Adoniran percebe as possibilidades que se abrem a seu talento. Quer ser ator, popularizar seu nome e ganhar algum dinheiro, mas a rejeição anterior o leva a outros caminhos. Sua inclinação natural no mundo da música é a composição mas, nesse momento, o compositor é um mero instrumento de trabalho para os cantores, que compram a parceria e, com ela, fazem nome e dinheiro. Daí sua escolha recair não sobre a composição, mas sobre a interpretação.
Busca conquistar seu espaço como cantor – tem boa voz, poderia tentar os diversos programas de calouro. Já com o nome de Adoniran Barbosa – tomado emprestado a um companheiro de boêmia e de Luiz Barbosa, cantor de sambas, que admira – João Rubinato estreia cantando um samba brejeiro de Ismael Silva e Nilton Bastos, o Se você jurar. É gongado, mas insiste e volta novamente ao mesmo programa; agora cantando o belo samba de Noel Rosa, Filosofia, que lhe abre as portas das rádios e ao mesmo tempo serve como mote para suas composições futuras.
A vida profissional de Adoniran Barbosa se desenvolve a partir das interpretações de outros compositores. Embora a composição não o atraia muito, a primeira a ser gravada éDona Boa, na voz de Raul Torres. Depois grava em disco Agora pode chorar, que não faz sucesso algum. Aos poucos se entrega ao papel de ator radiofônico; a criação de diversos tipos populares e a interpretação que deles faz, em programas escritos por Osvaldo Moles, fazem do sambista um homem de relativo sucesso. Embora impagáveis, esses programas não conseguem segurar por muito tempo ainda o compositor que teima em aparecer em Adoniran. Entretanto, é a partir desses programas que o grande sambista encontra a medida exata de seu talento, em que a soma das experiências vividas e da observação acurada dá ao país um dos seus maiores e mais sensíveis intérpretes.
O mergulho que o sambista fará na linguagem, suas construções linguísticas, pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, irão na contramão da própria história do samba. Os sambistas sempre procuraram dignificar sua arte com um tom sublime, o emprego da segunda pessoa, o tom elevado das letras, que sublimavam a origem miserável da maioria, e funcionavam como a busca da inserção social. Tudo era uma necessidade urgente, pois as oportunidades de ascensão social eram nenhumas e o conceito da malandragem vigia de modo coercitivo. Assim, movidos pelos mesmos desejos que tinha Adoniran de se tornar intérprete e não compositor, e a partir daí conhecido, os compositores de samba, entre uma parceria vendida aqui e outra ali, davam o testemunho da importância que a linguagem assumia como veículo social.
Todavia, a escolha de Adoniran é outra, seu mergulho também outro. Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio país – as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, social e existencialmente solitário, estão intactos nas criações de Adoniran, no humor com que descreve as cenas do cotidiano. A tragédia da exclusão social dos sambistas se revela como a tragicômica cena de um país que subtrai de seus cidadãos a dignidade.
O seu primeiro sucesso como compositor vira canção obrigatória das rodas de samba, das casas de espetáculo: Trem das Onze. É bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran alcança, então, o almejado sucesso que, entretanto, dura pouco e não lhe rende mais que uns minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada novamente pelos “Demônios da Garoa”, conjunto musical de São Paulo (esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece primeiramente no Rio de Janeiro, com sucesso retumbante.
Arguto observador das atividades humanas, sabe também que o público não se contenta apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias; é necessário que se dê a este público uma dose de humor, mesmo que amargo. Compõe para esse público um dos seus sambas mais notáveis, um dos primeiros em que trabalhou a nova estética do samba.
Entre a tentativa de carreira nas rádios paulistas e o primeiro sucesso, Adoniran trabalha duro, casa-se duas vezes e frequenta, como boêmio, a noite. Nas idas e vindas de sua carreira tem de vencer várias dificuldades. O trabalho nas rádios brasileiras é pouco reconhecido e financeiramente instável, muitos passaram anos nos seus corredores e tiveram um fim de vida melancólico e miserável. O veículo que encanta multidões, que faz de várias pessoas ídolos é também cruel como a vida; passado o sucesso que, para muitos, é apenas nominal, o ostracismo e a ausência de amparo legal levam cantores, compositores e atores a uma situação de impensável penúria.
Adoniran sabe disto, mas mesmo assim seu desejo cala mais fundo. O primeiro casamento não dura um ano; o segundo, a vida toda: Matilde. De grande importância na vida do sambista, Matilde sabe com quem convive e não só prestigia sua carreira como o incentiva a ser quem é e como é, boêmio, incerto e em constante dificuldade. Trabalha também fora e ajuda o sambista nos momentos difíceis, que são constantes. Adoniran vive para o rádio, para a boêmia e para Matilde.
Numa de suas noitadas, de fogo, perde a chave de casa e não há outro jeito senão acordar Matilde, que se aborrece. O dia seguinte foi repleto de discussão. Entretanto, Adoniran é compositor e dando por encerrado o episódio, compõe o samba Joga a Chave.
Dono de um repertório variado de histórias, o sambista não perdia a vez de uma boa blague. Certa vez, quando trabalhava na rádio Record, onde ficou por mais de trinta anos, resolveu, após muito tempo ali, pedir um aumento. O responsável pela gravadora disse-lhe que iria estudar o aumento e que Adoniran voltasse em uma semana para saber dos resultados do estudo... quando voltou, obteve a resposta de que seu caso estava sendo estudado. As interpelações e respostas, sempre as mesmas, duraram algumas semanas... Adoniran começava se irritar e, na última entrevista, saiu-se com esta: “Tá certo, o senhor continue estudando e quando chegar a época da sua formatura me avise..”
Nos últimos anos de vida, com o enfisema avançando, e a impossibilidade de sair de casa pela noite, o sambista dedica-se a recriar alguns dos espaços mágicos que percorreu na vida. Grava algumas músicas ainda, mas com dificuldade – a respiração e o cansaço não lhe permitem muita coisa mais – dá depoimentos importantes, reavaliando sua trajetória artística. Compõe pouco.
Contudo, inventa para si uma pequena arte, com pedaços velhos de lata, de madeira, movidos a eletricidade. São rodas-gigantes, trens de ferro, carrosseis. Vários e pequenos objetos da ourivesaria popular – enfeites, cigarreiras, bibelôs... Fiel até o fim à sua escolha, às observações que colhe do cotidiano, cria um mundo mágico. Quando recebe alguma visita em casa, que se admira com os objetos criados pelo sambista, ouve dele que “alguns chamavam aquilo de higiene mental, mas que não passava de higiene de débil mental...” Como se vê, cultiva o humor como marca registrada. Marca aliás, que aliada à observação da linguagem e dos fatos trágicos do cotidiano, faz dele um sambista tradicional e inovador.
Adoniran Barbosa morreu em 23 de novembro de 1982, aos 72 anos de idade. Estava internado no Hospital São Luís tratando um enfisema pulmonar. Foi sepultado no Cemitério da Paz, conforme seu desejo. Deixou sua companheira de mais de quarenta anos, Matilde de Lutiis.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bethânia em um show no Rio de Janeiro em 2012
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso (Santo Amaro, 18 de junho de 1946) é uma cantora e compositora brasileira.

Nascida em Santo Amaro, Bahia, ela participou, na juventude, de peças teatrais ao lado de seu irmão, o também cantor e compositor Caetano Veloso e de outros cantores proeminentes da época. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro onde começou sua carreira musical substituindo a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA e lançou seu homônimo álbum de estreia.

Bethânia foi eleita a 5ª maior voz da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil.

Nascida na Bahia em 18 de junho de 1946, Maria Bethânia é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô). Seu nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso, inspirado em uma canção, a valsa Maria Betânia, do compositor Capiba, então um sucesso na voz de Nélson Gonçalves.
Bethânia é membro de uma família de artistas, sendo irmã da escritora Mabel Velloso, do cantor e compositor Caetano Veloso, e tia dos cantores Belô Velloso e Jota Velloso.
Na juventude, participou de espetáculos semi-amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil e, em 1960, mudou-se para Salvador com a intenção de terminar os estudos. Lá, começou a frequentar o meio artístico, ao lado do irmão Caetano e três anos depois, em 1963, estreou como cantora na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. Nesta época, Bethânia e Caetano conheceram outros músicos iniciantes como Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Alcivando Luz e outros, os quais acabariam sendo lançados como cantores e compositores pela cantora. No ano seguinte, montaram juntos os espetáculos Nós por Exemplo, Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova.

Em 2001, desliga-se das grandes gravadoras, transferindo-se para a independente Biscoito Fino, de propriedade de Olivia Hime e Kati Almeida Braga. O disco que marca a estreia na nova gravadora é o duplo Maricotinha ao Vivo - comemorativo dos trinta e cinco anos de carreira, que trouxe regravações dos antigos sucessos seus entre outras canções consagradas, textos e do álbum de estúdio homônimo do ano anterior, cuja maior parte das canções era inédita e foi o último álbum lançado pela gravadora BMG, e também gerou seu primeiro DVD. Em 2003, ainda na Biscoito Fino, lança o selo Quitanda (23 de setembro), para gravar discos com menor apelo comercial e lançar artistas que admira, como Mart'Nália e Dona Edith do Prato. Paralelamente, houve o lançamento do álbum Cânticos, Preces, Súplicas à Senhora dos Jardins do Céu, gravado originalmente em 2000, que inicialmente não foi comercializado e distribuído numa tiragem limitada de duas mil cópias, apenas para angariar fundos para a restauração da matriz da cidade natal, em homenagem à Nossa Senhora; neste trabalho, a cantora reafirmou a religiosidade, presente em quase toda a obra. O disco contou com a participação especial da mãe, Canô Veloso, Gilberto Gil (violão e voz) e Nair de Cândia, nas respectivas faixas "Ladainha de Nossa Senhora", "Mãe de Deus das Candeias" e uma versão em latim da Ave Maria.
Bethânia também atua em direções, já tendo dirigido vários artistas entre eles o irmão Caetano Veloso e Alcione. Ao mesmo tempo, produziu a homenagem Namorando a Rosa, a violonista Rosinha de Valença, que tocou alguns anos em sua banda, falecida em 2004; dirigiu o espetáculo Comigo Me Desavim (1967); e nove anos depois gravou os álbuns Cheiro de Mato, Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo, Alteza, Olho d'água e Álibi, onde tocou violão em todas as faixas; o álbum contou com a participação especial de diversos nomes consagrados da MPB, como o irmão Caetano Veloso, Alcione, Chico Buarque, Bebel Gilberto, Ivone Lara, Délcio Carvalho, Yamandú Costa, Martinho da Vila, Turíbio Santos, Miúcha, Joanna, Hermeto Paschoal. Em 2005, foi lançado o filme documentário sobre sua vida e carreira, Música é Perfume.
Em 2006, foi vencedora do Prêmio TIM de Música (antigo Prêmio Sharp) onde arrebatou três títulos: melhor cantora, melhor disco (Que Falta Você Me Faz, um tributo a Vinícius de Morais) e melhor DVD (Tempo Tempo Tempo Tempo, comemorativo dos quarenta anos de carreira). No mesmo ano, os CDsantigos - LPs originais que haviam sido relançados anteriormente em CD - voltaram às prateleiras, com encarte completo (na edição anterior ele havia sido suprimido/reduzido), letras de todas as músicas e textos - mesmo que a versão original não as tivesse - e texto interno com a história do álbum redigido pelo jornalista e crítico musical Rodrigo Faour, pois há muito tempo estavam fora de catálogo.
Ainda em 2006, lançou dois álbuns simultaneamente: Pirata, onde canta os rios do interior do Brasil, lançado três anos antes, e Mar de Sophia, onde canta o mar a partir de versos da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner. A turnê de promoção dos dois discos foi batizada de Dentro do Mar tem Rio, com direção de Bia Lessa e roteiro do fiel colaborador Fauzi Arap, originando o álbum duplo homônimo, lançado em 2007.
Lançou em 2007 pela Biscoito Fino o DVD duplo que contempla dois documentários sobre a artista: Pedrinha de Aruanda e Bethânia Bem de Perto. Este primeiro é um registro da intimidade da cantora, tendo como ponto de partida a comemoração do seu aniversário de sessenta anos, celebrados durante uma apresentação em Salvador e uma missa em Santo Amaro, sua cidade natal, em 2006.
Ainda em 2007, é a maior vencedora do Prêmio TIM, dividindo o protagonismo do prêmio com Marisa Monte. Bethânia, mais uma vez, compareceu à cerimônia, e levou para casa os troféus de melhor cantora, melhor disco (Mar de Sophia), melhor projeto gráfico (Pirata) e melhor canção ("Beira-mar", do CD Mar de Sophia).
Em 2008, junta-se à cantora cubana Omara Portuondo e segue em turnê pelo Brasil e países vizinhos, como Argentina e Chile; nos dias 4 e 5 de abril foi gravado o DVD ao vivo em Belo Horizonte no Palácio das Artes, sob a direção de Mário de Aratanha e a produção musical de Moogie Canázio, originando também um CD.
Em 2009, lançou o DVD Dentro do Mar tem Rio, registro do show ao vivo gravado nos dias 7 e 8 de dezembro de 2007, em São Paulo, com direção de Andrucha Waddington. No mesmo ano, lança na Gafieira Estudantina os trabalhos Encanteria, onde canta as mais variadas formas de fé (pelo selo Quitanda) e Tua, com canções românticas (pela Biscoito Fino); ambos são compostos por canções inéditas. O repertório do espetáculo calcado na divulgação dos dois trabalhos é composto por estas faixas intercaladas a antigos sucessos da artista. Seu título é batizado com três nomes que, segundo ela, foram herdados de sua tradição familiar: Amor, Festa e Devoção.

Em junho de 2010, após décadas sem se apresentar em um programa de TV, Maria Bethânia prestou uma homenagem ao cantor e compositor Erasmo Carlos durante a edição especial do Programa Altas Horas pela passagem dos 50 anos de carreira do artista. Na ocasião, ela interpretou "As Canções que Você Fez pra Mim" e "Sentado à Beira do Caminho". O DVD Carta de Amor, lançado em 2013, traz uma turnê baseada no álbum Oásis de Bethânia. O DVD tem seu título incorporado em um poema-canção escrito pela própria cantora. Em 2014, a faixa-título foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Canção Brasileira.


Em março de 2011, a cantora se viu em meio a uma polêmica devido à autorização dada pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, para captar a quantia de R$ 1,3 milhão para a produção de um blog na internet. O fato provocou significativa reação em sites como Twitter e YouTube, onde diversos internautas gravaram vídeos protestando contra a autorização.

Caetano Veloso defendeu Bethânia apontando que projetos de diversos outros artistas, conhecidos e desconhecidos, tiveram autorização para captar quantias maiores. Por fim, em setembro de 2011, a cantora veio a público afirmar que desistiu de participar do blog no qual recitaria poesias famosas diariamente devido a seu projeto de lançamento de um novo CD com canções inéditas.


Referência: Wikipédia Brasil

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Padre Neves: o eterno missionário!

Arquivo Pessoal de Pedro Botelho Neto /Foto : Missa em Ação de Formatura de Pedro Botelho Neto, abril de 2012

Vai demorar muito tempo - talvez séculos! - para que Chapadinha
 tenha a dimensão exata do imenso vazio espiritual, político e moral
 que a partida do maior líder religioso de toda a sua história
representa. Padre Manuel dos Santos Neves – ou simplesmente
 Padre Neves, como costumavam chamá-lo – era uma figura
raríssima, dessas que surgem de tempos em tempos sobre a
 terra e que despertam a nossa atenção por reunirem, em si
 e ao mesmo tempo, todas aquelas características que nas
demais pessoas só se revelam de forma isolada e em
 geral bastante tímida: dignidade, coragem, sabedoria, generosidade,
 força de caráter, humildade e fé.


Analisando a trajetória desse português nascido na Vila de Cucujães,
 Portugal, a primeira coisa que a gente se pergunta é: o que teria
 feito esse homem deixar para trás parentes, amigos e uma
 vida certamente promissora e confortável - tudo aquilo que,
 como diria Mário Vargas Lhosa, a nossa "Civilização do Espetáculo"
 mais preza e cultua - para se embrenhar nos confins do Maranhão
 nos idos de 78, uma terra inóspita, marcada pela pobreza e pelo
 latifúndio, pela violência e pela desigualdade social? A resposta
 a essa pergunta quem nos dá é o próprio Padre Neves, no prefácio
 do livro É mesmo uma boa nova, do meu amigo Padre Pedro:
"Ser missionário, deixar sua família e cultura, não é sacrifício,
 mortificação, renúncia... é livre preferência, alegre investimento,
 imensa alegria e enriquecimento humano".

Para Manuel Neves, portanto, levar a palavra de Deus a quem
necessitava era uma alegria, uma forma de crescimento espiritual -
 não um martírio. Eis o verdadeiro espírito missionário. E foi
esse espírito missionário, aliado à imensa fé cristã, que o trouxeram
para nosso meio. E que o ajudaram a enfrentar com firmeza e
 determinação as dificuldades, as perseguições, os desafios e incompreensões
que desde sempre se lhe puseram no caminho. "Fomos sujeitos
a inquéritos policiais, tivemos que nos apresentar em tribunais,
responder a falsas acusações nos meios de comunicação social...
Mas durante todos estes trinta e seis anos, os missionários,
 em comunidade apostólica, aceitaram o conselho evangélico: ‘não
 tenhais medo dos homens’." E não tiveram mesmo!

Mas se, por um lado, a postura firme e irrenunciável a favor dos menos
 favorecidos e contra a exclusão social atraiu o ódio dos poderosos,
 por outro, fez com que Padre Neves conquistasse o coração e a
alma do povo humilde das centenas de comunidades e bairros
espalhados na região de Chapadinha, que viam nele mais que
um simples líder religioso: na verdade, o tinham como um amigo,
um irmão e – por que não dizer? - um grande pai. A prova dessa
 simbiose espiritual e social com a população podia ser facilmente
constatada durante as festividades religiosas organizadas pela
 paróquia sob a liderança luminosa do Padre Neves, entre elas
 as procissões em homenagem à santa padroeira da cidade, Nossa
 Senhora das Dores, que atraíam – e ainda atraem - milhares de pessoas.

No entanto, apesar de todas essas claras demonstrações de
prestígio social e religioso, Padre Neves sempre manteve a humildade,
 reconhecendo que a obra em prol da Igreja deveu-se menos à sua
 atuação individual do que ao próprio trabalho divino: "Deus foi,
é e será sempre o eterno senhor e operário da messe. Nós apenas
lhe damos visibilidade e, quantas vezes, com notório atraso. Quando
 pensamos que trazemos a iniciativa da Boa Nova, já a achamos
trabalhando, em etapas de salvação, na vida do povo. Evangelizamos,
 mas também somos evangelizados por esse silencioso e fecundo
trabalho do Espírito". Eis aqui uma lição para alguns semideuses,
desse e de outros credos, que há muito deixaram em segundo plano a
palavra divina para se transformar em astros pop. Pura jactância.

A contribuição de Padre Neves, porém, não se resume à revitalização
 e consolidação da Igreja Católica em nosso município. Seu maior
 legado é ter semeado entre nós os valores cristãos da solidariedade,
 do amor aos desamparados e do combate intransigente às injustiças
– tudo isso sem aderir a particularismos ideológicos de direita ou
 de esquerda, a interesses de grupos políticos oficiais ou de oposição.
Graças a ele, hoje sabemos que a evangelização não pode ocorrer no
 vácuo, longe das questões do mundo concreto dos homens. Que fé
e justiça social andam de mãos dadas. E que a tarefa de levar a
Boa Nova exige entrega livre, espontânea e absoluta. "Eu sou dos que
pensam que na vida cristã ou se joga tudo ou não se ganha nada. Não
 importa o que temos. Só nos enriquece o que damos".

É por essa firmeza de convicção e pela força de caráter que sua vida
se transformou num dos poucos exemplos entre nós capazes de
[orientar jovens e velhos na busca da verdade, do perdão e do amor
 divino. Jamais transigir com a injustiça ou com a hipocrisia.
Jamais admitir a mentira ou a falácia. Fazer com que o povo tome
as rédeas do seu próprio destino: eis os motivos por que Padre Neves
[lutou durante toda a vida. "Sensibilizar o povo para mudar
 esta situação, desenterrar e levá-lo a assumir a sua dignidade
humana, formar os ambientes para o respeito ao Estado de Direito
 da sociedade, organizar as comunidades para uma digna participação
 sindical, política e social. Tudo isto, além de quebrar velhas
 e abusivas arbitrariedades dos políticos locais... tornou-se
uma constante preocupação nossa, mexeu comigo e meus colegas".

Quem nesses dias acompanha o clamor do povo simples, as lágrimas,
a comoção dos amigos mais próximos e dos colegas de trabalho,
as declarações públicas – das mais sinceras às que não passam
 de meras formalidades – há de em algum momento, lá no fundo da
sua consciência, também se perguntar: e eu, o que estou fazendo
para melhorar a mim mesmo e aos que me cercam? Quando essa
 pergunta se fizer presente, e, principalmente, quando ela começar
a se transformar em atos de fé e esperança, é sinal de que aprendemos
 a lição. De que as sementes plantadas pelo grande missionário já estão
 frutificando. Aí então teremos a certeza de que sua missão foi cumprida.


Ivandro Coêlho, professor e jornalista.



Faleceu Padre Manuel dos Santos Neves, Vigário da Paróquia de NSª das Dores de Chapadinha


Notificamos  o falecimento do vigário da Paróquia de Nossa das Dores, Padre Manuel dos Santos Neves. Tivemos essa triste notícia neste dia 19, justo na capela de Santo Expedito, a última capela por ele construída, após as mais de 20 Capelas e igreja aqui construídas em Chapadinha. Faleceu às oito horas de Portugal, no Hospital da cidade de SANTA MARIA, onde se encontrava internado.

Todo mundo pensava que iria vencer mais o obstáculo da pneumonia que acabou atacando nosso vigário, e acabou vitimando, dado seu estado de saúde debilitado por quase três meses de internamento. Até o sobrinho dizia que seria uma coisa leve e fácil de vencer. Mas acabou sendo levado a óbito.

Agradecemos a todos que ligaram e rezaram pelo Padre Neves e nos deram os sentimentos.

Chapadinha o que deve ao saudoso Padre Neves!Padre Neves você foi um mestre, um professor, um profeta,  um pai, um inovador, amigo, conselheiro, um construtor.

Que o digam os jovens, os casais, os acólitos, os trabalhadores, as comunidades, os Bairros...

Tem mortes que são para chorar. Esta é uma morte que é para louvar a Deus por um homem tão inteligente e um apóstolo e um vigário tão dedicado. Um pastor todo entregue à sua missão.

Agradecemos Senhor, esta vida que veio para tornar esta nossa vida com mais qualidade e mais valia.

Adeus Padre Neves,amigo, companheiro e mestre.

Chapadinha não seria tão Chapadinha sem a tua presença. A Paróquia te deve muito. Os missionários da BOA NOVA te devemos muito.

Só faço votos que o Município de Chapadinha ( onde você é cidadão honorário e o Brasil Pátria de adoção, como tendo duas nacionalidades) te recorde com saudade, e uma Rua seja batizada como teu nome. Quem sabe, a rua onde você passou mais vezes,a rua que você viveu 37 anos. Amém

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Na Europa:Tony Cajazeira encanta portugueses no tradicional festival de música

Dewis Caldas - Documentarista
Não sei nem como explicar as sensações que tive em exibir o documentário sobre o Tonny Cajazeira no festival de música tradicional Palheta Bendita, nesta semana. Havia lá um público muito seleto: investigadores, músicos, construtores de instrumentos, entendedores da cultura popular e demais interessados na pespectiva tradicional. Um público despido de qualquer preconceito quanto aos gêneros populares brasileiros, que se afeiçoou do personagem Tonny e se entregou ao seu jeito e estilo. Deram gargalhadas, se balançaram na cadeira ao som das músicas, se emocionaram e - por fim - apaludiram.

Após o filme, vieram conversar conosco, dando suas impressões do quanto acharam valioso este músico, do quanto representra a música brasileira, e sobretudo, a simplicidade tão marcante. Pra nós foi emocionante. Gostaria de que o próprio Cajazeira ouvisse tudo o que dizem a seu respeito e sobre sua arte. E mais, queria muito que os chapadinhenses ouvissem com atenção o que os intelectuais acham da obra desde grande músico da nossa terra. Ficariam orgulhosos. Mostrar imagens de Chapadinha, das coisas desta terra maravilhosa é algo que não consigo explicar. A cada exibição fico emocionado, é como se contasse a minha história também.
Me remeto as idas escondidas com amigos tomar banho na Itamacaóca, no Recanto da Jussara, no Repouso do Guerreiro, ou então jogando bola na praça da Bandeira em dias de chuva. É como se o filme não fosse feito por mim, mas sim, ganhou vida, a vida de todos nós chapadinhense, nossa história, nosso lugar. Ao final, gravamos um depoimento do músico e compositor Carlos Carneiro, que disse coisas como "O Tonny é duma riqueza, duma simplicidade... Como dizem os maiores estudiosos de música que conheci na vida: deve-se cultivar a simplicidade, mas até chegar lá é muito difícil e este homem nos demonstrou isso, nos deu uma grande lição hoje..."

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo

Não é estranho?
Passar todos os dias do ano, 365 dias esperando pra renovar sua esperança, 52 semanas de expectativa aguardando o futuro. Me questione, mas é um ano novo, tudo novo. Mas amanhã também não é um dia novo? Outro mês também não é um mês novo? Ou até mesmo a semana que vem não é inédita? Pra que esperar todo esse tempo para ter esperança por algo melhor, para aquecer uma paixão, para tentar um novo amor, para procurar emprego, para parar de fumar. Ano Novo é somente um ano novo, nada de mais, porque não podemos fazer isso em um dia novo, uma semana nova ou até mesmo em uma hora nova?
Se na passagem do ano vários problemas somem, pessoas chegam a chorar, é tudo muito emocionante. Ano Novo, vida nova. Vamos começar de novo, mais um ciclo, mais uma volta em torno do sol. E daí? Tente fazer isso todo dia, renove sua esperança a cada volta da Terra em torno do seu próprio eixo, renove sua vida a cada noite, durma uma pessoa e acorde outra. Nada é tão bom quanto a emoção do novo, tente isso todo dia!

A todos Boas Festas e Feliz 2015

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Piada do Dia


Um casal discute dentro do carro durante a viajem..depois de uns minutos eles passam por uma fazenda, onde há mulas e cavalos. Então o esposo diz: - Seus parentes? a esposa responde: - Sim, sogra e cunhados...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dia de Gravação 11/12



Joaquim dos Santos Rodrigues: O Seu Lunga

Seu Lunga, em 2012, em sua loja.
Joaquim dos Santos Rodrigues, mais conhecido como Seu Lunga, (Caririaçu, Ceará, 18 de agosto de 1927 – Barbalha, Ceará, 22 de novembro de 2014) foi um poeta brasileiro, repentista e vendedor de sucata residente em Juazeiro do Norte, ao qual são atribuídas diversas piadas sobre seu temperamento, a partir das quais ganhou fama como um notório personagem do folclore nordestino. Seu Lunga era conhecido pela falta de paciência nas respostas.

Joaquim dos Santos Rodrigues nasceu em 18 de agosto de 1927, no Sítio Gravatá, no município de Caririaçu, e viveu a infância com os pais e sete irmãos no município de Assaré.  Recebeu o apelido por uma senhora, sua vizinha, que passou a chamá-lo de Calunga, que mais adiante se reduziu para Lunga.  Com 16 anos de idade, foi morar no município de Juazeiro do Norte.  Casou em 1951 e tornou-se pai de treze filhos.

Lunga era dono de uma sucata em Juazeiro que vende de tudo, desde aparelhos de televisão a frutas. Era considerado pela população como uma lenda viva. 

Em 2008, deu entrevista ao jornal O Povo informando que todas histórias sobre ele contadas em cordéis eram mentiras. Após uma ação judicial, os cordelistas da região ficaram proibidos de escrever sobre sua pessoa. 

Com a popularização das redes sociais, a fama de Seu Lunga se ampliou, com páginas que mantêm vivas suas clássicas frases e comunidades dedicadas à figura do célebre cearense.

Faleceu às 9h30 da manhã do dia 22 de novembro de 2014, na cidade de Barbalha, no Interior do Ceará. Foi internado três dias antes do falecimento, por complicações no sistema digestivo. O quadro piorou, levando ao falecimento do poeta. Lunga tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo, onde tratava de um câncer de esôfago.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Seu_Lunga

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fim de Ano: Novas Idéias

A partir de hoje, além de reproduzir o noticiario nacional e internacional, também começarei a postar o meu dia -a - dia nas gravações do meu programa humoristico Chapadinha Que Se Cuide - CQSC que vai ao ar todos os sábados, aproveite e acesso o nosso link no lado direito do seu monitor. Boa Tarde e até mais ver!

Foto de Dilvulgação / CQSC

Foto de Dilvulgação / CQSC


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fãs de Roberto Bolaños lotam estádio Azteca para 'adeus' a Chaves

Velório do ator acontece neste domingo (30) na Cidade do México.
Criador de 'Chaves' e 'Chapolin' morreu nesta sexta-feira (29) aos 85 anos.

Do G1, em São Paulo

Caixão com corpo de Roberto Bolaños chega ao estádio Azteca rodeado de pessoas vestidas de Chapolin (Foto: Alfredo Estella/AFP)


Fãs de Roberto Bolaños lotam as arquibancadas do estádio Azteca para o velório do criador de Chaves e Chapolin (Foto: Marco Ugarte/AP)

No interior do Estádio Azteca fãs exibem bandeiras do Brasil no velório de Roberto Bolaños (Foto: Alfredo Estrella/AFP)


O corpo de Roberto Bolaños, criador dos seriados "Chaves" e "Chapolin", chegou por volta das 17h (horário de Brasília) deste domingo (30) ao estádio Azteca, na Cidade do México, para um velório aberto a seus fãs. Milhares participam do adeus ao humorista – muitos dos presentes usam fantasias.

Promovida pela emissora Televisa, a homenagem se chama "Chespirito: Obrigado para sempre", em referência ao apelido pelo qual Bolaños era conhecido. Ele morreu nesta sexta-feira (28) aos 85 anos em sua casa, na cidade de Cancún.

Ainda no sábado (29), a própria Televisa havia feito uma cerimônia privada em sua sede, também na capital do país. Mais cedo, amigos e familiares haviam se despedido do comediante na residência em que ele morava.
Bolaños se refugiou no banlenário os últimos anos para diminuir os efeitos de uma insuficiência respiratória e de outras doenças.
O ator estava aposentado havia dez anos, mas isso não impediu que se adaptasse aos meios de comunicação mais modernos e se tornou um grande fã das redes sociais, tornando-se o mexicano com mais seguidores no Twitter – mais de 6,6 milhões.

Após sua morte, a TV mexicana emitiu mensagens de luto com um "Obrigado para sempre, Chespirito (seu apelido no México)", como despedida a um comediante que engrandeceu sua história com os personagens da vila do Chaves e as aventuras do heroico Chapolin Colorado.
O menino pobre do barril, que usava boné com tapa orelhas, foi lembrado por muitas personalidades mexicanas, desde o presidente do país, Enrique Peña Nieto, até seus companheiros de viagem na vila, Édgar Vivar (Senhor Barriga), María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Rubén Aguirre (Professor Girafales).
"Roberto, não se vá, você permanece em meu coração e nos corações de todos aqueles a quem você levou alegria. Adeus ''Chavinho', até sempre", disse Vivar.
Aguirre, por sua vez, disse estar 'estarrecido' pela morte de quem qualificou como o melhor escritor de comédia da televisão mexicana, enquanto María Antonieta agradeceu Bolaños "por ter feito tanta gente feliz e pelos maravilhosos momentos que compartilhamos no grupo".

Polêmica em velório
Neste domingo (30), Carlos Villagrán, intérprete de Quico em "Chaves", negou ter sido barrado na homenagem a Roberto Bolaños, criador do seriado, feita neste sábado (29) na sede da emissora Televisa.
"Queridos amigos, me fizeram várias perguntas sobre uma publicação falsa que circula pela internet, dizendo que Florinda não permitiu meu acesso ao evento privado em honra de Roberto Gómez Bolanõs", escreveu Villagrán neste domingo (30) em seu perfil no Facebook.
No próprio sábado, o jornal "La Opinión" havia informado que Florinda Meza, viúva de Bolaños e intéprete de Dona Florinda em "Chaves", queria restringir o acesso de Villagrán nas homenagens póstumas ao seu marido.
"Quero compartilhar minha posição a respeito: definitivamente, isso não é verdade. Confesso que também duvidei. Representantes da Televisa me procuraram desde o momento em que a morte de Chespirito foi noticiada", descreve o ator na mensagem. Ele publicou em seu perfil duas fotos em que aparece ao lado de Florinda. Numa delas, estão se abraçando.
"Com Florinda, senti apenas a necessidade de lhe dar um abraço, para dividir nosso sentimento por um grande ser, que certa vez uniu a todos num grande grupo de companheiros e amigos. E nossa única intenção foi levar risadas e alegrias a muitos lares", continou Villagrán.
"Sobre esta nota, tratando de desviar a atenção das pessoas para emoções negativas, perguntei diretamente a [emissora] Televisa se isso era verdade. E eles me responderam que era uma nota mentirosa."
Segundo o jornal "La Nación", Florinda queria evitar desencontros ou polêmicas desnecessárias com Carlos Villagrán. De acordo com o periódico, ela desejava restrição "ao homem que durante décadas desqualificou o falecido".
No dia anterior, Villágran havia lamentado a morte de Bolaños em uma rede social. "Hoje, como raramente acontece, fiquei longe do telefone por umas 4 horas e, quando voltei, havia 71 chamadas perdidas, para me dar a triste notícia da partida de Don Roberto Gómez Bolaños. Sinto muito a morte de um grande homem, amigo, gênio", escreveu Villagrán em seu perfil no Facebook.
Carlos Villagrán foi o primeiro ator a deixar "Chaves", ainda na década de 1970. Ele foi autorizado pelo próprio Bolaños a usar a imagem de Quico em um espetáculo solo, mas o processou mesmo assim, alegando ser o criador do personagem.
Após perder a ação, Villagrán disse que havia saído do programa por "ciúmes e inveja" entre os ex-colegas. Outra versão é que Villagrán e Bolaños brigaram porque Florinda Meza teve um relacionamento com Villagrán antes de se casar com o criador de "Chaves".
Assim, o clima entre os atores já não era bom quando o intérprete de Quico participou de seu último episódio, considerado um dos grandes clássicos da série, em que os person

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Morre Roberto Gómez Bolaños, criador de Chaves e Chapolin

Comediante morreu aos 85 anos em no México, segundo rede Televisa.
Ele tinha saúde 'frágil' e vivia com a esposa Florinda Meza em Cancún.

Do G1, em São Paulo

O comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños
(Foto: Henry Romero/Reuters)

O comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños abriu conta no Twitter (Foto: Henry Romero/Reuters)O comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños
(Foto: Henry Romero/Reuters)
Morreu aos 85 anos Roberto Gomez Bolaños, criador dos seriados Chaves e Chapolin, disse nesta sexta-feira (28) a rede de TV Televisa. A emissora mexicana foi a responsável pela produção dos programas do humorista.
Em fevereiro deste ano, quando Roberto Bolaños completou 85 anos, um parente confirmou à agência de notícias Efe que a saúde dele é “frágil” e que ele permanecia quase o tempo todo na cama, com acompanhamento 24 horas por dia. “Mas é um homem forte, que não perde o senso de humor”, disse o parente, que preferiu não se identificar.
Roberto Bolaños tirou seu apelido do dramaturgo William Shakespeare, cujo diminutivo em Espanhol era "Chespirito". Há alguns anos, ele se mudou para Cancún, no México, junto com a mulher Florinda Meza, a Dona Florinda da série.
"Roberto, você não vai, permanece em meu coração e em todos os corações de tantos a quem fez feliz. Adeus Chaves para sempre", disse no Twitter o ator Edgar Vivar, que interpretou o Senhor Barriga.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

NoViDaDeS

Em breve estarei de volta com novidades, não deixem de me acompanhar no facebook e no Chapadinha Que Se Cuide - CQSQ

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Homanagem ao Artista: 25 anos de Nattan Enzo

"Arte não se ensina. É impossível ensinar; na Escola de Belas Artes aprendemos a aprender. Se vamos ser artistas, a vida vai dizer. Poucos se tornam artistas. Ao sair da escola, ele ainda não é... ainda tem de crescer, tem de enfrentar a vida e a sua falta de atalhos. A pessoa não pode atalhar: tem que amar, que sofrer, tem que lutar, educar a sensibilidade; museus, concertos, teatro. A TV em si é um meio fantástico, cheio de possibilidades".


É com essa frase que começo a falar de Natanael Silveira de Sousa, o nosso Nattan Enzo, espero que goste e que curta, minha homenagem a você meu amigo!


Grande comediante tu és
Na tv, ou na rua, você é sempre artista
Pois assim estás na lista
Dentre nossos menestréis

Quem trabalha é pouco visto
Diferente de quem fala
E que recebe a medalha
E acaba virando mito

Pois assim é o artista
Quando em seu isolamento
Sem o reconhecimento
De suas grandes conquistas

É preciso está na mídia
Não precisa ter talento
Vemos a cada momento
Tratamento com desídia

Artista como você
Que hoje é homenageado
Guarde bem este legado
Que fez o povo te vê

Parabéns ao grande artista
Nattan Enzo das Comédias
Ou da musica, ou na tv
Que não lhe percam de vista

Merecida homenagem
Pela contribuição a arte
Você que faça a sua parte
Pelo talento e coragem

Esta é uma das atitudes
Que o nosso artista dispõe,
Ele canta e ainda compõe
Demonstrando as suas virtudes

Nattan você merece
Esta bonita homenagem
Pois guarde bem esta imagem
Que eu e o público te oferece

(TARCÍZIO LEITE / (ADAPTAÇÃO: PEDRO BOTELHO)



















A você o nosso muito obrigado!  Feliz Aniversário!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos: Quem foi o homem que mudaria o Brasil

Eduardo Henrique Accioly Campos (Recife, 10 de agosto de 1965 – Santos, 13 de agosto de 2014) foi um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato à Presidência da República.

Campos era graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aprovado no vestibular desta instituição com 16 anos, concluiu a faculdade aos 20, como aluno laureado e orador da turma.

Neto do também político Miguel Arraes, que em 1979 retornou ao Brasil após 15 anos no exílio, Eduardo desde cedo conviveu com nomes emblemáticos da política local e nacional.

Segundo sua assessoria de imprensa, o candidato a presidência do Brasil estava presente no avião que caiu na manhã de 13 de agosto de 2014 no litoral de São Paulo .

Nascido no Recife, capital pernambucana, Eduardo Campos é filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941–98) com a ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947). É neto de Miguel Arraes (1916–2005), ex-governador de Pernambuco, sendo considerado seu principal herdeiro político, além de sobrinho de Guel Arraes, cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão.

Eduardo Campos formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi casado com a também economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos, com quem teve cinco filhos. Seu filho mais novo, Miguel, nascido no dia 28 de janeiro de 2014, foi diagnosticado com Síndrome de Down.

Eduardo Campos começou na política ainda na universidade quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, Campos trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco. Com a eleição de Arraes, em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador. Neste período foi o responsável pela criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).

Campos se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990. No mesmo ano foi eleito deputado estadual e conquistou o Prêmio Leão do Norte concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos parlamentares mais atuantes.

Em 1994, Campos foi eleito deputado federal com 133 mil votos. Pediu licença do cargo para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998. Neste último ano voltou a disputar um novo mandato de Deputado Federal e atingiu o número recorde de 173.657 mil votos, a maior votação no estado.

Em 2002, pela terceira vez no Congresso Nacional, Eduardo Campos ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso.

No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPI, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF).  Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de menores brasileiros para o exterior fato que, inclusive, teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.

Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor.

Eduardo é também autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuem acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.


Em 2004, a convite do presidente Lula, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, tornando-se o mais jovem dos ministros nomeados. Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global.

Como ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos. Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica , resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa. Outra ação importante à frente da pasta, foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - considerada a maior olimpíada de Matemática do Mundo em número de participantes.

Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. A solenidade de posse no cargo foi uma expressiva demonstração de que ele é hoje uma das principais referências da política brasileira. Após seu discurso, Eduardo foi aplaudido de pé pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, José Alencar; seis ministros, os presidentes nacionais de vários partidos e outras lideranças.

No início de 2006, se licenciou da presidência nacional do PSB para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011, foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014. Foi reconduzido ao cargo, por aclamação, e sem concorrentes.


Em 2006 se lançou candidato ao governo do estado de Pernambuco, tendo como coordenadores o ex-deputado estadual José Marcos de Lima, também ex-prefeito de São José do Egito. Mas também contou com apoio de importantes lideranças do interior do estado, como o deputado federal Inocêncio Oliveira e o então prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho. Campos contou com o apoio do presidente Lula, que se dividiu entre o palanque do socialista e do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo, Humberto Costa. Os candidatos de esquerda marcaram posição frente ao nome da situação, o então governador e candidato a reeleição, Mendonça Filho (PFL), apoiado pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).


Eduardo Campos junto com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 6 de março de 2007.
O primeiro turno apresentou um fato curioso: o presidente Lula manifestou apoio para dois candidatos à sucessão estadual: Eduardo Campos, do PSB, e Humberto Costa, do PT. Tal posicionamento foi encarado pelos críticos políticos como uma estratégia dos partidos de esquerda do estado para quebrar a hegemonia do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que apoiava a reeleição do candidato pelo PFL Mendonça Filho, governador que assumiu o poder após a renúncia de Jarbas em abril de 2006, que saiu do governo para disputar uma vaga de senador, visando a levar as eleições estaduais para o segundo turno.


Lula e Hugo Chávez visitam o canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, acompanhados do governador Eduardo Campos.
Eduardo Campos iniciou a campanha eleitoral, de acordo com as pesquisas eleitorais, na terceira colocação. Mas a coligação que apoiava Mendonça Filho, utilizou extensivamente denúncias de corrupção que pesavam sob o candidato Humberto Costa quando ocupou o cargo de Ministro da Saúde, no governo Lula. Os aliados de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos acreditavam que os votos dos potenciais eleitores de Humberto poderiam migrar naturalmente para Mendonça. Afirmavam que, mesmo as eleições sendo levadas para um segundo turno, o candidato Eduardo Campos seria um alvo mais fácil para ser atacado na campanha por causa do seu envolvimento, como secretário da Fazenda , nas operações dos precatórios no último governo de Miguel Arraes; o que eles não contavam é que ainda no período eleitoral ele e o governo do avô foram inocentados na justiça, em última instância, sobre o caso.

Humberto Costa, que saiu da campanha do primeiro turno na terceira colocação, manifestou logo de imediato apoio a Eduardo Campos. O candidato do PSB conseguiu aglutinar em seu palanque quase todas as forças sociais e partidos opositores de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos. O governador candidato a reeleição, Mendonça Filho, não conseguiu se eleger e Eduardo Campos foi eleito com mais de 60% dos votos válidos para governador no segundo turno.


Com o governo bem avaliado e a popularidade em alta, Eduardo Campos concorreu à reeleição em 2010. Assim como em 2007, contou com o apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos foi reeleito, desta vez como o governador mais bem votado do Brasil: mais de 80% dos votos válidos no primeiro turno, derrotando o senador Jarbas Vasconcelos.


Eduardo Campos ocupou o Governo de Pernambuco durante sete anos (2007 - 2014). Na primeira gestão se destacam projetos e obras estruturadoras como a ferrovia Transnordestina, a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, a fábrica de hemoderivados Hemobrás e a recuperação da BR-101.

O socialista colocou as contas públicas na internet com o Portal da Transparência do Estado - considerado pela ONG Transparência Brasil o segundo melhor do país, entre os vinte e sete estados da federação. O estado de Pernambuco cresceu acima da média nacional (3,5% em 2009) e os investimentos foram de mais de R$ 2,4 bilhões em 2009 - contra média histórica de R$ 600 milhões/ano. A administração foi premiada pelo Movimento Brasil Competitivo.


Na segurança pública houve redução dos índices de violência com a implantação do programa Pacto pela Vida. O número de homicídios no estado sofreu uma queda 39,10% desde o início do programa. Além disso, 88 municípios pernambucanos chegaram a uma taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) menor que a média nacional que é de 27,1 por 100 mil habitantes. A redução também ocorreu com crimes como roubos e furtos. Entre 2007 e 2013 houve uma dimunição de 30,3% neste tipo de delito no estado.

Cquote1.svg Esse prêmio é um reconhecimento muito especial, porque é o maior prêmio de gestão pública do mundo. Vamos recebe-lo com muita alegria em nome de tantos, que no anonimato, diariamente nos ajudam no Pacto Pela Vida. Estamos no caminho certo para transformar Pernambuco no lugar mais seguro do País Cquote2.svg
— Sobre o prêmio conquistado pelo Pacto pela Vida18
Em 2013 Eduardo anuncia o rompimento com o governo Dilma, saindo da base aliada, junto com seus correligionários, orientando-os a entregarem os cargos de confiança nos vários escalões.

Entre os motivos do rompimento, Campos aponta a manutenção da aliança do governo Dilma com setores políticos tradicionais, entre os quais, com o PMDB. Aproxima-se de Marina Silva e a acolhe, com seus aliados, no PSB, chamando o novo movimento de "Nova Política".

Saúde
Foram construídos três novos hospitais na Região Metropolitana do Recife (RMR) e 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), além da expansão do número de leitos de UTI e UCI. Entre 2006 e 2013, Pernambuco se firmou como o estado nordestino com o maior ganho de anos na expectativa de vida (3,72 anos), superando a média da região. Houve também redução de 9,6% na taxa de mortalidade por causas evitáveis. Em 2011, Pernambuco alcança a média nacional em relação à mortalidade infantil, reduzindo em 47,5% o seu coeficiente.


Entre 2007 e 2011, Pernambuco registrou um crescimento de 14,8% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. O número é mais de duas vezes superior à média nacional de 6,2%. Os alunos das Escolas Técnicas Pernambucanas apresentaram um desempenho médio 47% superior em relação aos estudantes de outras partes do Brasil, como São Paulo e Santa Catarina, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Pernambuco tem hoje a maior rede de Escolas de Referência do Brasil, com, 260 unidades. De acordo com pesquisa do Inep, somente em 2012 mais de 85 mil alunos foram matriculados – o que corresponde a 10 vezes mais que a média nacional de 8.509. Em 2013, foram 163 mil alunos matriculados. A Educação Profissional foi ampliada e atualmente 26 Escolas Técnicas estão em funcionamento no estado. O Programa Ganhe o Mundo levou 2.270 alunos para intercâmbios em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Chile, Argentina e Espanha.


Entre 2007 e 2013 foram gerados 560 mil empregos formais, sendo 150 mil apenas no interior do estado - o que representa uma expansão de 48% no mercado formal de Pernambuco. O governo também atraiu mais de R$ 78 bilhões de investimentos privados. Empresas como Sadia (Vitória de Santo Antão), Perdigão (Bom Conselho), Novartis (Goiana), Kraft Foods (Vitória de Santo Antão) e Fiat Chrysler (Goiana) se instalaram no estado.

Oficialmente confirmada como pré-candidata à reeleição, Dilma Rousseff tem entre seus principais adversários o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o senador do PSDB por Minas Gerais, Aécio Neves.

Eduardo Campos firmou uma aliança programática com Marina Silva, ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente da primeira gestão do governo Lula e atual líder da Rede Sustentabilidade. A dupla confirmou a pré-candidatura da chapa que terá Campos como candidato a presidente e Marina na vice, durante evento realizado em Brasília, em 14 de abril de 2014.


Em outubro de 2013 o então governador Eduardo Campos anunciou a aliança programática com a Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cujo pedido de registro do novo partido foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A aliança foi formalizada em 4 de fevereiro de 2014, no evento que lançou as bases para elaboração do programa de governo do PSB-Rede. Na mesma data, o Partido Popular Socialista (PPS), através do deputado federal Roberto Freire, formalizou a entrada do partido na aliança.

As diretrizes para elaboração do programa de governo são: Estado e democracia de alta densidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Educação, cultura e inovação; Políticas sociais e qualidade de vida e Novo urbanismo e o pacto pela vida.

Eduardo Campos anunciou em abril de 2014, em um evento realizado em Brasília, a pré candidatura a presidência do Brasil, tendo como vice a líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

Premiações

2009 - considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.

2010 - primeiro colocado no Ranking de governadores estabelecido pelo Instituto Datafolha de Pesquisas, sendo uma dessas com 80% de aprovação entre os pernambucanos.

2011 - apontado pela pesquisa Ibope/Band como o melhor governador do Brasil e novamente, pela Revista Época, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.

2013 - Pacto pela Vida recebe o prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na categoria “Governo Seguro – Boas práticas em prevenção do crime e da violência”.


Em 13 de agosto de 2014, o então candidato a presidência da República estava em um avião Cessna Citation Excel que saiu do Rio de Janeiro e caiu em Santos, no bairro do Boqueirão, matando os 7 ocupantes.



FONTE: Wikipédia






Ator Robin Williams é encontrado morto aos 63 anos

O ator norte-americano Robin Williams, famoso por papéis em filmes como "Patch Adams - O Amor é Contagioso" e "Sociedade dos Poetas Mortos", morreu nesta segunda-feira (11), aos 63 anos. De acordo as autoridades locais, o corpo dele foi encontrado em sua casa, em Tiburon, na Califórnia, sem sinais vitais. A suspeita é de que a morte tenha sido causada por asfixia.

"Nesta manhã eu perdi meu marido e meu melhor amigo", disse a mulher do ator, Susan Schneider, à imprensa norte-americana. "Em nome da família do Robin, peço que respeitem nossa privacidade nesse momento e que lembrem dele não por sua morte, mas pelos momentos de alegria e risada que ele proporcionou a todos ao longo de sua carreira", completou. A porta-voz da família, Mara Buxbaum, disse que Williams estava "enfrentando uma forte depressão nos últimos tempos".

Vencedor do Oscar de ator coadjuvante por "Gênio Indomável" (1997), Robin Williams se internou no mês passado em uma clínica de reabilitação. Ele estava em um setor da Hazelden Addiction Treatment Center, em Minnesota, que possui um programa focado em manter a sobriedade por longo prazo --Williams lutava contra o vício de cocaína e álcool havia décadas. Em 2006, ele já havia ingressado voluntariamente em uma clínica para tratar o alcoolismo, depois de uma recaída após 20 anos de sobriedade.

Apesar da capacidade de provocar gargalhadas em suas divertidas interpretações e mais de 60 filmes no currículo, Williams reconhecia que continuava marcado por um obscuro episódio ocorrido em março de 1982, quando seu amigo John Belushi foi encontrado morto por overdose de drogas em um apartamento em Los Angeles.

Veja Álbum de fotos
Robin Williams desfrutou de sucesso enorme em Hollywood, mas teve uma turbulenta vida pessoal, lutando contra problemas de saúde, alcoolismo e passando por dois divórcios. Ele se casou com Susan Schneider em outubro de 2011 em Napa Valley. Os dois se conheceram em 2009, depois que ela ajudou a cuidar dele quando foi submetido a uma cirurgia no coração. Anteriormente, ele foi casado com Valerie Velardi, com quem teve um filho, Zachary, e Marsha Garces, de quem se divorciou em 2008 depois de terem dois filhos, Zelda e Cody.

O ator foi indicado quatro vezes ao Oscar, ganhou dois prêmios Emmy, seis Globos de Ouro, dois prêmios do Screen Actors Guild e cinco Grammys. Apesar da experiência como comediante nos palcos, rejeitou várias vezes apresentar o Oscar sozinho (apresentou apenas uma vez com Alan Alda e Jane Fonda em 1983).

Atualmente, Williams estava filmando a terceira sequência de "Uma Noite no Museu", em que dá vida ao presidente norte-americano Theodore Roosevelt, com estreia prevista para dezembro. O ator também voltaria a interpretar Daniel Hillard no segundo volume de "Uma Babá Quase Perfeita", anunciado para 2015. Ele também deixou pronto "Merry Friggin' Christmas", ainda sem título em português e sem estreia prevista, e a comédia "Absolutely Anything", em que ele dá voz ao personagem Dennis the Dog.

Morte

A polícia de Tiburon recebeu às 11h55 (horário local) desta segunda-feira uma chamada de emergência sobre o caso de "um homem encontrado inconsciente e sem sinais de respiração em sua casa", segundo comunicado divulgado pela imprensa dos Estados Unidos. Ao chegar ao local, às 12h02, os oficiais identificaram o corpo do ator.

Informações preliminares da investigação indicam que o ator foi visto vivo pela última vez por volta das 22h de domingo, na residência onde vivia com a mulher.

No momento, autoridades do departamento forense suspeitam que Williams tenha cometido suicídio por asfixia, mas uma investigação mais completa ainda tem de ser concluída antes de uma posição definitiva. Exames toxicológicos devem ser realizados nesta terça-feira.









Fonte:  UOL, em São Paulo